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A Ressurreição de Lázaro.

História Infantil – A Ressurreição de Lázaro.

História Infantil - A Ressurreição de Lázaro.

Hoje, nós vamos saber o que aconteceu com três irmãos amigos de Jesus: Marta, Maria e Lázaro.
Esses irmãos amavam muito a Jesus e seguiam os Seus ensinamentos. Jesus também amava muito cada um deles. Jesus gostava de ficar na casa deles na cidade de Betânia.
Certo dia, Lázaro ficou muito doente. Marta e Maria, suas irmãs, pediram para algumas pessoas procurarem Jesus, para que Ele fosse até Lázaro e o curasse daquela doença.
Então mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.
E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.
Depois disto, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.
Quando Jesus chegou. Lázaro já havia morrido e suas irmãs estavam chorando muito. Vamos ver o que aconteceu?
E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão.
Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa.
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.
Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.
Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.
Ela, ouvindo isto, levantou-se logo, e foi ter com ele.
(Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.)
Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali.
Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.
E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
Jesus chorou.
Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.
E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?
Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias.
Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia.
 E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.
Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.
E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.
E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.
E o milagre aconteceu: Lázaro viveu de novo, e veio para fora.

Historia Bíblica Infantil – José do Egito

José do Egito

José, desde a meninice tinha sonhos que revelavam os planos de Deus em sua vida. Nesses sonhos Deus mostrava que ele ocuparia uma posição de superioridade em relação as seus irmãos. Inocente ele os revelava. Isso despertou a inveja de seus irmãos que investiram contra a sua vida e o venderam como escravo.

José, foi  levado cativo para o Egito. Lá foi também caluniado e jogado em uma prisão. Mesmo assim José continuava louvando ao senhor em tudo o que fazia.

No momento certo Deus o exaltou colocando-o como governador daquele povo. Tudo graças ao dom especial que ele tinha, Deus lhe revelara o sonho do faraó e este o colocou em um lugar bem alto, porque entendeu que Deus era com ele.

Assim, tempos depois começa a fazer sentido para José os sonhos que tinha no passado. Ele fora levado a este lugar para que sua família fosse resgatada da fome que assolava toda aquela região.

Finalmente, José compreendeu que tudo o que havia acontecido foi para que um bem maior sucedesse. Esse é o mistério do amor de Deus. Assim também queridos, é quando estamos na prova, as vezes achamos que esta tudo acabado.
Não, não é assim, é o começo de uma nova  história, de uma caminhada vitoriosa se permanecermos fiéis em nossa fé em Deus.

Deus manifesta o seu grande amor em tudo o que faz. E só lá na frente, quando por fim atravessamos o vale, nos damos conta disso.

José, pode-se dizer foi um homem vitorioso. Submeteu-se a vontade de Deus mesmo diante de todas as tribulações. Deus revelou a ele os seus planos através de sonhos e ele soube interpretar, soube acolher a vontade de Deus em seu coração. Aceitou sem murmurações as lutas, as provações.

Mesmo no cativeiro, deu o seu melhor.  Aceitou a vontade de Deus em sua vida, mesmo sem compreendê-la. a Soube perdoar seus algozes. Demonstrou generosidade e amor  para com aqueles que foram a causa de seu sofrimento. No momento certo Deus o honrou e cumpriu os seus propósitos em sua vida.

Por isso amados, não desanimem quando tudo parece que não está dando certo, quando a vida lhe diz não. Espera no Senhor, confia nEle e Ele tudo fará (Sm. 37:5) por você, amém?

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História Bíblica Infantil – Jesus Cura os Dez Leprosos

Jesus Cura os Leprosos

A Bíblia conta que Jesus estava viajando e encontrou dez leprosos no caminho.

 

Lepra é uma doença de pele, fazia muitas feridas pelo corpo e era transmitida para outras pessoas facilmente. Naquela época as pessoas que tinham essa doença precisavam sair de suas casas, ficavam longe da família e dos amigos. Elas ficavam isoladas num lugar afastado das cidades.

 

O corpo desses homens que encontraram Jesus pelo caminho estava coberto de feridas. Eles gritaram: “Jesus, por favor, cure-nos!”.

 

Esses homens doentes já tinham ouvido falar de Jesus e sabiam que Ele amava as pessoas e que também podia curá-las.

 

Jesus disse: “Vão e se mostrem aos sacerdotes”. Era costume da época que os sacerdotes teriam que olhar os doentes para saber se tinham sido realmente curados de suas feridas e só assim poderiam viver novamente na cidade.

 

Esses dez leprosos obedeceram a Jesus, e enquanto estavam pelo caminho, algo surpreendente aconteceu!

 

Todos os dez foram curados!

 

Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Ele se ajoelhou aos pés de Jesus e agradeceu pela cura tão maravilhosa!

 

Jesus perguntou: “Não foram curados todos os dez?”.

 

Onde estão os outros nove?

 

Não se achou nenhum deles que voltasse e louvasse a Deus agradecido a não ser esse estrangeiro? O homem que voltou para agradecer era Samaritano. Então Jesus disse: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou”.

 

Às vezes somos assim como os nove homens, nos esquecemos de agradecer a Deus por tudo que Ele nos dá: pela família, pelo alimento, pelas roupas, brinquedos, trabalho, viagens, pela vida eterna, pelo amor de Deus por nós.

 

Vamos aprender com o Samaritano que agradeceu a Jesus?

 

Oração: Ore com as crianças agradecendo a Deus por tudo o que Ele nos dá. Peça a ajuda de Deus pra sempre nos lembrar de agradecer.

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História Bíblica Infantil – Jesus ressuscita Lázaro

Jesus ressuscita Lázaro

 

Jesus tinha três amigos que moravam na cidade de Betânia. Eram Lázaro e suas duas irmãs, Maria e Marta. Um dia, Jesus estava numa cidade longe de Betânia. Daí, ele recebeu um recado urgente de Maria e Marta:

— Lázaro está muito doente. Por favor, venha logo!

Mas Jesus demorou para ir. Depois de dois dias, ele disse para seus discípulos:

— Vamos pra Betânia. Lázaro está dormindo, e eu vou lá para acordá-lo.

Os discípulos disseram:

— Se ele está dormindo, vai ficar bem.

Quando viu que os discípulos não tinham entendido, Jesus falou:

— Lázaro morreu.

 

Quando Jesus chegou em Betânia, já fazia quatro dias que Lázaro tinha morrido. Muitas pessoas estavam lá para consolar Marta e Maria. Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, ela correu até ele e disse:

— Senhor, se estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.

— Seu irmão vai viver de novo, Marta. Você acredita nisso?

— Sim, Jesus, eu acredito que ele vai ser ressuscitado no futuro.

— Marta, eu sou a ressurreição e a vida.

Aí, Marta foi dizer para Maria que Jesus tinha chegado. Maria correu até Jesus, e as pessoas foram atrás dela. Chorando sem parar, Maria se ajoelhou na frente de Jesus e disse:

— Senhor, se estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.

Quando viu Maria chorando de tanta tristeza, Jesus também começou a chorar. As pessoas que viram Jesus chorando disseram:

— Olha só como Jesus amava Lázaro!

Mas algumas pessoas se perguntavam por que Jesus não tinha feito nada para salvar Lázaro. E agora? O que Jesus ia fazer?

Jesus foi até o túmulo de Lázaro e pediu para tirarem a pedra enorme que ficava na entrada. Marta disse:

— Já faz quatro dias que ele morreu! O corpo já deve estar cheirando mal.

Mesmo assim, tiraram a pedra. Aí, Jesus orou:

 — Pai, obrigado por me ouvir. Eu sei que o Senhor sempre me ouve, mas eu estou falando isso para que as pessoas aqui saibam que foi o Senhor que me mandou aqui pra Terra.

Então, Jesus falou bem alto:

— Lázaro, venha para fora!

 

Daí, aconteceu algo incrível: Lázaro saiu do túmulo! Depois disso, Jesus mandou tirar todos os panos que estavam em volta de Lázaro.

Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.

Jesus nos Ama muito.

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A história de Caim e Abel – História Bíblica

Caim e Abel

Adão e Eva tiveram filhos após serem expulsos do jardim do Éden. Primeiro, Eva concebeu Caim e depois Abel. Abel se dedicava a cuidar de ovelhas e Caim era agricultor.

A morte de Abel

Certo dia Caim ofereceu a Deus alguns produtos de sua agricultura e Abel ofereceu o seu melhor cordeirinho.  Deus se agradou de Abel, mas rejeitou a oferta de Caim. Com isso Caim ficou furioso e teve inveja de seu irmão.

Deus tentou conversar com Caim dizendo:

Por que você está com raiva? Por que anda carrancudo?  Se tivesse feito o que é certo, você estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, à sua espera. Ele quer dominá-lo, mas você precisa vencê-lo. (Gênesis 4:7)

Depois destas coisas, Caim convidou o seu irmão para ir até o campo e lá o matou.

Deus o encontrou e perguntou:

– Por que você fez isso Caim? O seu irmão da terra clama a mim por vingança. De agora em diante você não colherá mais nada da terra. Você irá andar errante pelo mundo.

Caim respondeu:

– Não vou poder suportar esse castigo, porque quem me encontrar vai me matar, com certeza!

Isso não vai acontecer. Pois, se alguém matar você, serão mortas sete pessoas da família dele, como vingança. (Gn 4:15)

Em seguida Deus lhe colocou um sinal para que se alguém o encontrasse não o matasse.

Caim saiu da presença do Senhor e foi morar em Node (localizado a leste do jardim do Éden).

 

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História Bíblica João Batista

Quem Foi João Batista? – A História de João Batista

 

João Batista foi o último dos profetas que anunciaram a vinda de Jesus. Ele era primo de Jesus e preparou o caminho para seu ministério.

O nascimento de João Batista

O pai de João Batista era Zacarias, um sacerdote idoso. Ele e sua esposa Isabel, que era prima de Maria, eram tementes a Deus mas não podiam ter filhos.

Um dia, Zacarias foi escolhido para oferecer incenso no interior do santuário de Deus. No santuário, ele viu o anjo Gabriel, que lhe disse que ele teria um filho chamado João. Gabriel explicou que o menino seria cheio do Espírito Santo desde o nascimento e teria um ministério muito importante (Lucas 1:16-17).

Incrédulo, Zacarias perguntou como seria possível, porque ele e Isabel eram idosos. Gabriel o repreendeu por sua falta de fé e Zacarias ficou mudo até o nascimento de seu filho. Os parentes queriam chamar o menino Zacarias mas Isabel insistia que seu nome era João. Então Zacarias escreveu “seu nome é João” e ele voltou a falar (Lucas 1:62-64).

João Batista cresceu e ficou forte. Ele viveu no deserto até começar seu ministério, não bebia álcool, vestia roupa de pêlos de camelo e comia gafanhotos e mel.

 

O ministério de João Batista

João Batista andava pela região do rio Jordão e pregava que as pessoas precisavam se arrepender de seus pecados para serem perdoadas. Ele avisava que Deus pune o pecado e que ninguém iria escapar só por ser judeu de nascimento. Era preciso se arrepender e viver de maneira que agrada a Deus (Lucas 3:7-9).

A pregação de João atraiu muitas pessoas e ele ficou com vários discípulos. João batizava quem se arrependia no rio Jordão, como sinal de sua purificação do pecado. Algumas pessoas pensavam que ele era Messias mas ele explicava que alguém maior que ele estava chegando, que iria batizar com o Espírito Santo (Marcos 1:7-8).

Um dia Jesus chegou para ser batizado. João não quis, porque sabia que Jesus era superior a ele, mas Jesus insistiu. Quando João batizou Jesus, ele viu uma pomba descer e uma voz proclamar que Jesus era o Filho de Deus. A partir de então, João passou a anunciar Jesus como o Messias (João 1:29-31).

 

A morte de João Batista

João Batista confrontou o rei Herodes por seu adultério com a esposa de seu irmão e seus outros pecados. Mas, em vez de se arrepender, Herodes ficou zangado e lançou João na prisão.

Herodes tinha medo de matar João, porque ele tinha o apoio do povo. Mas um dia ele fez um juramento mal pensado à filha da mulher com quem adulterava e foi obrigado a lhe dar a cabeça de João Batista (Mateus 14:6-10). João foi decapitado na prisão mas seu legado continuou vivo. Seu trabalho preparou os corações do povo para receber Jesus.

 

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História Infantil – A Ciranda das Cores

História Infantil – A Ciranda das Cores

Numa clara manhã de sol, o azul do céu e do mar resolveram com outras cores conversarem. Chamou o amarelo do sol, o vermelho da maçã, o verde do capim, o branco das nuvens e se pôs a falar:

– Vamos brincar de trocar de lugar?

As cores acharam a ideia bastante divertida e, como estrelas cadentes coloridas, todas bailaram no ar. Giraram e giraram. E a cada giro, inventavam um lugar. Depois, de novo giraram e giravam até reencontrar o mesmo lugar e um mundo de cores reinventar.

E, rapidamente, tudo ficou diferente. O céu ficou vermelhinho de doer nos olhos da gente!

As nuvens ganharam uma cor amarela e reluzente!

O verde se espalhou pelo mar e toda a areia da praia se fez azul. Tudo se modificou de Sul a Norte e de Norte a Sul.

O jumento ficou parecido com o boi-bumbá, pois todas as cores decidiram o bichinho enfeitar.

O pintinho que antes era amarelinho, agora ficou azul e rosa.

A galinha, após botar ovos da cor de chocolate, se exibia toda vaidosa.

Naquela manhã, o mundo um novo colorido ganhou.

E toda essa história começou quando o papai deixou cair, sem querer, bem mais que um pinguinho de tinta sobre o papel. Foi tanta tinta que o desenho que o menino acabara de fazer ficou todo coberto de azul.

Mas, em vez de chorar, o menino convidou o azul para com todas as cores brincar. Deu asas a sua imaginação, deixou seu coração a cirandar.

No giro da ciranda das cores, o menino se encheu de ideias. Descobriu que sempre é possível a nossa história reinventar, o nosso futuro colorir e nosso mundo transformar.

Essa ciranda é assim, não começa em você e nem termina em mim. É uma historia sem fim…

 

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História Infantil – O segredo da borboleta

O segredo da borboleta

NARRADOR: Deus criou todas as coisas. Ele criou as plantas, as aves, os peixes e também a lagarta. A nossa historia nos fala desses personagens. Então vamos imaginar que as plantas, as aves, os peixes e a lagarta conversam entre si. Esta lagarta é a Zazá. Ela mora num lindo pomar. Um dia, ela saiu para passear e conhecer melhor o lugar onde morava. Foi se arrastando e logo viu uma flor tão bonita, que subiu até suas pétalas.

ZAZÁ: Quem é você?

 ROSA: Ai! Ai! Você está me machucando! Eu sou a Rosa, rainha das flores!

ZAZÁ: Desculpe Rosa, eu vou descer! É que eu queria ver você de perto! Você é tão bonita e tem um perfume delicioso!

 ROSA: Obrigada Zazá, eu sou muito feliz porque Deus me fez assim! E sei que posso alegrar a todos com minha cor e o meu perfume.

 ZAZÁ: Pois eu sou triste. Eu queria tanto ser uma rosa igual a você! Mas sou assim, uma lagarta feia…

NARRADOR:Zazá continuou o seu passeio e logo depois viu uma margarida branquinha. E havia uma abelha zumbindo em volta da flor. Zazá subiu nas pétalas e começou a conversar com a abelhinha.

ZAZÁ: Olá abelhinha! Você está sempre de flor em flor, heim? Eu gostaria tanto de ser como você. Voar de um lado para o outro.

ABELHA: Eu não fico passeando, Zazá! Eu trabalho bastante! Apanho o néctar das flores para fazer mel, que é tão gostoso! Deus me fez assim. Eu sou feliz, porque posso ser útil.

NARRADOR: Bom dia, passarinho. Que canto bonito e que cores lindas você tem!

PASSARINHO: Obrigado, foi Deus que me fez assim e sou muito feliz desse jeito. E você?

 ZAZÁ: Ah! Eu sou triste! Não consigo ser feliz de jeito que sou. Infelizmente eu não posso voar. Só sei me arrastar no chão. Ainda por cima tenho essa cor tão feia

NARRADOR: Zazá foi rastejando e chegou perto de uma plantação de morangos bem vermelhos e maduros.

 Zazá: Que morangos bonitos! Devem estar deliciosos! E que linda cor! MORANGO: Olá Zazá, por que você está tão triste assim?

 NARRADOR: Zazá nem respondeu. Ela era tão infeliz, que todos percebiam só de olhar… Ela queria ter uma cor bonita, igual a do morango. E continuou o passeio….

NARRADOR: Logo passou perto de um lago. E viu um peixinho nadando, nadando…

 ZAZÁ: Oi peixinho, bom dia! Que cara boa você está hoje!

 PEIXE: É claro, todos os dias eu fico assim, porque sou feliz! Deus me fez assim. E você?

ZAZÁ: EU NÃO! EU SOU MUITO INFELIZ. ACHO QUE NÃO SIRVO PARA NADA! AGORA LICENÇA, PRECISO IR!

NARRADOR: Zazá continuou rastejando e subiu numa árvore. Ela estava com tanta fome… Resolveu parar e comer um pouco daquelas folhas tão macias e verdinhas.

 ZAZÁ: Que folhas bonitas! São tão verdes e gostosas!

ÁRVORE: Obrigada, Zazá! Fico tão contente por ser útil! As minhas folhas servem de alimento para tantos bichinhos como você e isto me faz feliz! NARRADOR: Zazá ficou ainda mais triste. Além de se sentir sem graça e feia, ela não sabia para que servia uma lagarta, por isso não era feliz… ih agora! Começou a chover!

ZAZÁ: Que chuva fria! Estou ficando toda molhada!

 NARRADOR: Zazá se ajeitou numa folha, sentiu vontade de se aquecer. Resolveu então tecer um casulo ao seu redor. Quando Zazá terminou o casulo, estava tão escuro, que ela não viu mais nada. Mas que bom, a chuva não a incomodava mais. Lá dentro do casulo estava quentinho e confortável. Ela estava muito cansada e foi logo dormir. Dormiu… dormiu e acordou. Zazá se esticou e resolveu sair do casulo, para ver o que havia lá fora!

ZAZÁ: Que lindo! Choveu bastante! Eu dormi tanto que nem vi a chuva! Que beleza, há tanto tempo não chovia. As plantas precisam de água, para ficarem bonitas e viçosas. Ih! Está tudo molhado… Quanta poça de agua! Como eu vou sair da minha casa?

 NARRADOR: Zazá olhou para a poça, viu o seu reflexo e….

ZAZÁ: O que aconteceu comigo?

NARRADOR: Zazá viu que não era mais um bicho rastejante, com aquela cor feia, mas era uma linda BORBOLETA! Então era para isso que ela servia.

ZAZÁ: Como Deus é bom! Agora eu sou uma borboleta! As minhas asas tem todas as cores que eu vi. Tem o rosa forte da Rosa, o amarelo, laranja e azul do Passarinhos, o vermelho do Morango e o verde da Arvore. Que lindas cores! E mais… ainda posso voar, voar…

NARRADOR: Sabem crianças, há muitas pessoas que são insatisfeitas como a lagarta, por isso são tão infelizes. Há muitos que ficam rastejando, não olham para cima e nem vêem como são importantes para o mundo. Deus criou o homem para que possa desfrutar de todas as coisas maravilhosas do mundo. Todos nós temos qualidades, habilidades e muitos dons. Basta descobri-los e colocá-los em ação para ser feliz e fazer a felicidade dos outros. Então, como a lagarta que começou uma nova vida, também podemos recomeçar a cada dia.

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A Mariposa Azul – História Infantil

A Mariposa Azul

Conta uma lenda japonesa que há muitos anos, um homem ficou viúvo e ficou responsável pelas suas duas filhas. As duas meninas eram muito curiosas, inteligentes e sempre tinham ânsia em aprender. Por isso, perguntavam muito ao seu pai. Às vezes, o seu pai poderia responder-lhes sabiamente, mas outras vezes não sabia o que responder.

Vendo a inquietação das duas meninas, ele decidiu enviá-las de férias para conviver e aprender com um sábio, o qual vivia no alto de uma colina. O sábio era capaz de responder a todas as perguntas que as pequenas lhe faziam sem sequer duvidar.

No entanto, as duas irmãs decidiram fazer-lhe uma pergunta para ‘pegar’ o sábio, para medir a sua sabedoria. Buscaram uma pergunta que este não fosse capaz de responder.

– Como podemos enganar ao sábio? Que pergunta poderíamos fazer-lhe que não seja capaz de responder? – perguntou a irmã mais nova para a mais velha.

– Espere aqui, logo eu te mostrarei – disse a irmã mais velha.

A irmã mais velha saiu ao monte e regressou por volta de uma hora. Tinha o seu avental fechado em formato de um saco escondendo algo.

– O que você tem aí? Perguntou a irmã pequena.

A irmã mais velha meteu sua mão no avental e lhe mostrou para a irmã uma linda mariposa azul.

– Que linda! O que vai fazer com ela?

– Já sei o que vamos perguntar. Vamos a busca dele e eu esconderei essa mariposa na minha mão. Então eu perguntarei ao sábio se a mariposa que está em minha mão está viva ou morta. Se ele responder que ela está viva, eu apertarei minha mão e a matarei. Se ele responder que ela está morta eu a deixarei livre. Portanto, responda o que for a sua resposta será sempre errada.

Aceitando a proposta da irmã mais velha, ambas as crianças foram em busca do sábio.

– Sábio – disse a mais velha – Você poderia dizer se a mariposa que está em minhas mãos está viva ou morta?

Ao que o sábio com um sorriso sarcástico respondeu: ‘Depende de você. Ela está em suas mãos’.

Lenda Japonesa

 

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História Infantil – A Vaca Sonhadora

A Vaca Sonhadora

Havia uma vez em um campo de Santa Fé uma vaca sonhadora que não via as horas para que o trem passasse. Com seu ar de grandeza ela movia a sua cabeça para vê-lo passar.

Todos os dias a mesma história. Para ela seria a glória se algum dia pudesse viajar. Conhecer Buenos Aires, os teatros e as revistas. E conseguir alguma entrevista com algum galã de novela, esse homem que tanto deseja conhecer e só consegue vê-lo pela televisão.

Ela não podia fingir como ficava nervosa ao assistir a televisão. Como sonhar não custa nada, todas as noites ela pedia à sua fada madrinha que isso se tornasse realidade.
Nessas coisas do destino ou pela resposta aos seus desejos, um dia o trem parou em frente ao seu campo devido a um defeito, e ficou ali parado.

A vaca sonhadora não podia acreditar e pediu com tanta fé ao seu santo São Roque, ‘por favor, me deixe ir! E a convidaram para subir. O coração batia forte enquanto ela se despedia das demais.

E assim partiu a vaca rumo à grande cidade, sentada solitária e pela janela saudava suas amigas e jogava beijinhos de despedida, prometendo um dia voltar. Muito tempo se passou e ninguém mais soube dela, e diziam:

– Talvez já seja uma estrela que triunfa em Buenos Aires e já se esqueceu da gente.
Mas, um dia o trem parou no campo de Santa Fé e não podiam acreditar quando ela desceu do trem. Estava distinta, magra e nas pernas carregava umas algemas, e ainda que não fosse como antes, suas amigas a queriam da mesma forma e com grande alvoroço saíram ao seu encontro. Ela falava diferente, com sotaque diferenciado e dizia que ansiava em reencontrar suas amigas de infância e com muito desejo ela voltou ao seu campo natal.

Contava com lágrimas nos olhos que não pôde cumprir os seus sonhos nem desejos e que ao caminhar em uma Avenida em Buenos Aires acabou presa. Isso sim que é vida! Isso é tranquilidade! Aqui no meu campo eu posso caminhar, ainda que arrastando minhas algemas. Não estou em Buenos Aires, mas num ar diferente, vivendo em liberdade no meu campo.

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Conto Infantil – O Menino e os Pregos

O MENINO E OS PREGOS

Havia um menino que tinha um  caráter muito, mas muito ruim. Um dia o seu pai lhe deu um saco com pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a calma que ele cravasse um prego na cerca atrás da casa.

O primeiro dia, a criança pregou 37 pregos na cerca. No dia seguinte, um pouco menos, e assim aconteceu nos dias posteriores. O menino ia se dando conta que era mais fácil controlar o seu gênio e seu mau caráter do que pregar os pregos na cerca.

Finalmente chegou o dia em que o menino não perdeu a calma nem uma só vez e disse ao seu pai que não tinha que pregar nenhum prego na cerca. Ele tinha conseguido, finalmente, controlar o seu mau temperamento.

O seu pai, muito contente e satisfeito sugeriu então que o seu filho, a cada dia que controlasse o seu temperamento ele tirasse um prego da cerca.

Os dias se passaram e o menino pôde finalmente dizer ao seu pai que tinha tirado todos os pregos da cerca. Então o pai deu a mão ao seu filho e o levou até a cerca atrás da casa e lhe disse:

– Olhe filho, você trabalhou duro para pregar e para tirar os pregos dessa cerca, mas preste atenção nos buracos que ficaram na cerca. Ela jamais será a mesma.

O que quero dizer é que quando você diz ou faz coisas com aborrecimento, gênio ruim e mau caráter você deixa uma cicatriz, como esses buracos na cerca. Já não importa tanto que peça perdão. A ferida estará ali para sempre. E uma ferida física é igual a uma ferida verbal.

Os amigos, assim como os pais e toda a família são verdadeiras jóias que devem ser valorizadas. Eles sorriem para você e te animam a melhorar. Eles te escutam, compartilham uma palavra de carinho, e sempre têm o seu coração aberto para te receber.

As palavras do seu pai, assim como a experiência vivida com os pregos fizeram com que o menino refletisse sobre as consequências do seu caráter.

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Conto Infantil – O Rato Henrique

Conto Infantil

 

O Rato Henrique

Henrique era um ratinho tímido, de cor escura, dente torcido, zarolho e orelha mal acabada. Ele ficou órfão de pai e mãe e cresceu na companhia de outros ratos que faziam o que podiam para sobreviver num mercado da cidade de Guatemala. No dia de Natal como era de costume, tinham fome e saíram para procurar comida nos restos dos vasos de lixo que as pessoas iam enchendo na frente do mercado.

 

Nosso amigo Henrique, que era muito hábil para detectar odores e sabores, era o chefe da quadrilha de buscadores, e era ele quem conseguia mais e melhor comida para a família de ratos. Nesse dia conseguiu reunir pedaços de presunto, pizza, linguiça, feijão, bananas, pão francês, e uns biscoitos de natal. Que delícia! Disse Henrique. Todos os seus amigos se reuniram e começaram seu banquete de natal. Comeram até quase arrebentarem suas panças rechonchudas e peludas.

Por volta das 8 da noite, já nem se moviam nas suas covas de tão cheios que estavam. No entanto, Henrique decidiu sair para ver se conseguia alguma sobremesa. Quando estava vagando por ali… PUM!… Um carro o atropelou. Saiu dispararo para o outro lado da rua e percebeu que algo quente saía do seu corpo. Só podia ser sangue. Meu Deus! Estou morrendo… Onde irei parar, no céu dos ratos, ou para baixo, onde se assam?… Começou a pensar o ratinho Henrique. Nesse momento já não sentia nada, e desfaleceu.

Quando finalmente abriu seus olhos, viu-se rodeado de ratos vestidos de branco, e disse: “Então morri e devo estar no céu”. Logo um deles lhe falou dizendo: “Mano Henrique, finalmente você abriu os olhos. Você está vivo!”. Que susto levou Henrique! O que realmente tinha acontecido foi que quando seus companheiros ouviram que um carro tinha batido no cesto de lixo onde Henrique estava, o viram estendido na calçada.

Imediatamente o carregaram e o levaram para sua casa, esfregaram álcool no peito, estiraram as pernas e o aqueceram com mentol e velas para que ficasse quentinho. Henrique, ao ver que estava vivo, não parava de chorar de alegria e jurou não mais se portar como glutão e comilão.

 

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História Infantil – Meu Papai Está Muito Ocupado.

Meu papai está muito ocupado. Conto para o Dia dos Pais

O papai de Alberto era um homem importantíssimo e muito ocupado que trabalhava tantas horas, que com frequência trabalhava nos finais de semana. Um domingo Alberto despertou antes do tempo e ao escutar que seu papai abria a porta da rua para ir trabalhar no escritório, ele correu e perguntou ao pai:

– Por que você tem que ir trabalhar hoje, papai? A gente poderia brincar junto…

– Não posso. Tenho uns assuntos muito importantes para resolver.

– E por que são tão importantes, papai?

– Porque se tudo der certo, será um grande negócio para a empresa.

– E por que será um grande negócio?

– Ora, porque a empresa ganhará muito dinheiro e é possível que eu ganhe uma promoção.

– E por que você quer uma promoção?

– Ora, para ter um trabalho melhor e ganhar mais dinheiro.

– Que legal! E quando você tiver um trabalho melhor vai poder brincar mais comigo?

O papai de Alberto ficou pensativo enquanto a criança continuava com as suas perguntas.

– E por que você precisa ganhar mais dinheiro?

– Para poder ter uma casa melhor e maior e para que você possa ter mais coisas.

– E para que a gente vai querer uma casa maior? Para guardar todas essas coisas novas?

– Não, filho. Porque com uma casa maior a gente estará mais à vontade para fazer as coisas.

Alberto pensou por um momento e sorriu.

– Poderemos fazer mais coisas juntos? Maravilha! Então pode ir rápido. Eu esperarei os anos que faltam até que tenhamos uma casa maior.

Ao ouvir isso, o papai de Alberto fechou a porta sem sair. Alberto crescia muito rápido, e o seu papai sabia que não poderia esperar tanto. Assim que ele tirou o paletó, deixou o notebook e a agenda, e enquanto sentava para brincar com um Alberto tão surpreso e encantado, disse:

– Creio que a promoção e a casa nova poderão esperar alguns anos.

 

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história Infantil – GRETEL, A ESPERTA

GRETEL, A ESPERTA

 

Era uma vez uma cozinheira muito esperta chamada Gretel. Um dia, o chefe de Gretel foi até a cozinha para informá-la de que alguns amigos dele iriam jantar na casa naquela noite. Ele trouxe quatro galinhas que havia comprado para a cozinheira assar para o jantar.

Gretel preparou as galinhas e começou a assá-las. Ela amava cozinhar, e todos da casa também amavam as comidas que Gretel fazia, só que naquele dia, ela estava nervosa com o fato de cozinhar para os amigos do chefe e queria que tudo ficasse perfeito.

Quando o cheiro delicioso das galinhas assando chegou até o nariz de Gretel, ela teve a idéia de provar uma das asinhas para verificar se estava bem assada. Ela comeu a asa, mas não conseguiu ter certeza se estava pronta ou não, então, ela comeu a outra asa.

“Precisam de mais tempo no forno”, pensou Gretel. Porém, alguns minutos depois ficou preocupada se as galinhas estavam assadas demais, decidiu então provar mais duas asinhas. Mesmo assim ela não conseguiu saber, e foi comendo asinha por asinha, até que todas as oito asas foram para sua barriga.

“Está tudo bem,” disse, acalmando a si mesma, “ninguém vai sentir falta das asas das galinhas.” Depois que ela se tranquilizou, pegou uma coxa para verificar se estava devidamente assada e depois, provou mais outra para ter certeza.

Uma por uma, Gretel comeu todas as oito coxas das galinhas. Ela ficou um pouco preocupada com a falta das coxas, mas imaginou que nenhum dos amigos do chefe iria perceber a falta delas.

Gretel tirou as galinhas do forno e quando estavam prontas, o cheiro suculento delas estava tão tentador, que ela decidiu comer uma das galinhas e deixar três delas para o restante dos convidados, pois era mais do que o suficiente.

Depois que comeu a galinha, Gretel ainda não estava satisfeita, então ela começou a comer a segunda galinha. Logo todas as galinhas foram devoradas, e agora Gretel ficou com muito medo, “Ai, ai, ai!! O que foi que eu fiz!? O jantar será servido em uma hora, e eu comi tudo!!”

Naquele momento Gretel escutou alguém batendo na porta da cozinha. Ela abriu e viu um homem desconhecido que perguntou qual era o caminho para chegar até a cidade mais próxima.

Gretel, que era muito esperta, disse ao homem “Olha, a cidade vizinha é para esse lado aqui, mas vá correndo para lá, porque o meu chefe malvado gosta de cortar a orelha das pessoas desconhecidas.” Ao escutar isso, o homem saiu correndo pela rua o mais rápido que pôde.

Gretel foi logo chamar o chefe e disse a ele que o homem desconhecido tinha entrado na cozinha, roubado as galinhas e depois fugiu.

O chefe de Gretel foi correndo atrás do homem e gritou, “Me dá só uma! Me dá só uma!”. O desconhecido pensou que ele se referia a uma das suas orelhas e correu ainda mais rápido para escapar.

História do Nascimento de Jesus – A história do Natal

O Nascimento de Jesus

 

Em Nazaré morava uma jovem chamada Maria, que estava noiva de um homem chamado José. Um dia, o anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe contou que ela tinha sido escolhida para uma missão muito especial: dar à luz ao salvador do mundo! – (Lucas 1:30-33)

Maria perguntou como isso seria possível, visto que ela ainda era virgem. O anjo lhe explicou que o bebê seria concebido do Espírito Santo e seria o Filho de Deus. (Lucas 1:34-35).

Quando José descobriu que Maria estava grávida, ele quis desfazer o noivado. Deus enviou um anjo a José em sonho para lhe explicar a situação. O menino deveria ser chamado Jesus, que significa “o Senhor salva”, porque ele salvaria as pessoas do pecado (Mateus 1:20-21).

 

O nascimento de Jesus em Belém

Nessa altura, o imperador romano ordenou um recenseamento. José teve de ir para sua cidade natal de Belém para ser registrado e levou Maria. Em Belém, chegou a hora de nascer o menino mas não havia lugar para eles na hospedaria. Por isso, Maria colocou o bebê em uma manjedoura para dormir (Lucas 2:5-7). Depois de oito dias, o menino foi circuncidado e chamado Jesus.

No dia em que o menino nasceu, um anjo apareceu a alguns pastores de ovelhas que estavam no campo e lhes contou que o salvador tinha nascido (Lucas 2:10-12). Os pastores foram visitar o menino e o encontraram na manjedoura, tal como o anjo tinha dito! Depois eles foram e contaram para toda a gente sobre a criança e louvaram a Deus.

Maria e José levaram o bebê para o templo em Jerusalém para ser dedicado a Deus. Lá, dois idosos tementes a Deus chamados Simeão e Ana, profetizaram que Jesus seria o salvador (Lucas 2:33-35). Os pais do menino ficaram muito admirados com tudo que ouviram.

 

A fuga para o Egito

Magos no oriente viram uma estrela especial, que significava o nascimento de um rei em Israel. Eles foram para Jerusalém e perguntaram pelo novo rei. O rei Herodes ficou preocupado com a ameaça mas fingiu querer adorar o menino e descobriu que iria nascer em Belém (Mateus 2:4-6).

Os magos seguiram a estrela e encontraram o menino. Eles adoraram Jesus e lhe ofereceram presentes: ouro incenso e mirra. Em um sonho, os magos foram avisados a não voltar para Herodes, por isso foram para casa por outro caminho. (Mateus 2:11-12).

 

Quando Herodes descobriu que os magos não iriam voltar, ele ficou muito irado e mandou matar todos os meninos com menos de dois anos nas redondezas de Belém. Mas antes disso, um anjo avisou José do perigo e a família fugiu para o Egito  (Mateus 2:14-15).

Depois que Herodes morreu, José, Maria e Jesus voltaram para Nazaré, onde Jesus passou sua infância (Mateus 2:21-23). Jesus cresceu e, anos mais tarde, cumpriu o propósito para o qual tinha nascido – ele se tornou o Salvador do mundo!

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HISTÓRIA INFANTIL – A RAINHA DA NEVE

HISTÓRIA INFANTIL – A RAINHA DA NEVE

Era uma vez, em um povoado situado lá em cima de tudo, vivia um duende malvado que gostava de inventar coisas estranhas. Uma vez ele criou um espelho enfeitiçado, que refletia o bonito como feio, e o bom como mau. Infelizmente, ele deixou o espelho cair no chão, lá embaixo de tudo, e ele quebrou em muitos pedaços.
Perto desse lugar que o espelho caiu, viviam dois grandes amigos – Kay e Gerda. Essas duas crianças eram vizinhos e eles brincavam o dia inteiro, até que seus pais os chamavam para jantar.

Em um dia de inverno, enquanto brincavam com bolas de neve, um pedacinho de espelho quebrado machucou o olho de Kay e outro pedaço o machucou perto do coração.

Esse acontecimento mudou muito o Kay, e ele não quis mais brincar com Gerda. As poucas vezes que eles sem querer se encontravam, o Kay fingia que eles nunca tinham sido amigos. A atitude dele era muito estranha e Gerda não conseguia entender por que o Kay estava agindo assim. Mas ela acreditava que um dia, ele voltaria a ser como era antes.

Um dia Kay e seus amigos foram passear de trenó. Os trenós pararam uns atrás dos outros e os meninos pulavam em cima deles, até que chegou a vez do Kay subir em um. O trenó que parou na frente dele era muito maior do que os dos outros.

O motorista pediu para que ele subisse no trenó. Assim que Kay pulou e subiu no trenó, ele percebeu que o motorista tinha se transformado em uma mulher. Antes mesmo que ele pudesse gritar por socorro, a motorista fez com que seus cavalos saíssem correndo rapidamente, levando o trenó.

A motorista era linda, mas com uma aparência fria – seu vestido era branco e longo e ela usava uma coroa feita de gelo, que não derretia. Apesar da aparência jovem, seus cabelos eram brancos, que caiam sobre seus ombros como água congelada.

“Quem e você?” perguntou Kay para a mulher desconhecida. “Ah, eu sou a Rainha da Neve! Que bom conhecer você, Kay!” disse ela enquanto puxava as rédeas dos cavalos com tal força, que se poderia pensar que ela não era um ser humano. Os cavalos e o trenó foram subindo, subindo até chegarem em outra terra, lá em cima. Acima das núvens.

Os amigos do Kay ficaram preocupados quando perceberam que ele não estava mais com eles. Então foram direto para a casa dos pais de Kay para ver se ele tinha voltado para casa, mas os pais disseram que a última vez que o viram tinha sido de manhã. Os pais de Kay sabiam que Gerda era muito amiga dele, então eles foram até a casa dela.

Gerda não sabia de nada, mas quando contaram que Kay estava sumido, ela decidiu procurar por ele no rio onde eles costumavam brincar. Ela chegou até o rio, subiu em seu barco e foi à procura do amigo.

Ela gritou o nome de Kay para todas as direções, mas somente os pardais responderam. Gerda estava quase perdendo as esperanças até que passou por um pomar de cerejas. O pomar ficava ao lado de uma casinha com uma estranha janela vermelha e azul. Uma velha senhora saiu e perguntou a Gerda quem era esse tal de Kay. Ela disse para a senhora a história deles e que ela estava gritando o nome dele para tentar achá-lo.

A velha senhora a convidou para entrar no seu lindo jardim, onde cresciam flores de todos os tipos. “Que jardim mais lindo a senhora tem!” Gerda exclamou. “Essas são as flores mais lindas e cheirosas que já vi na vida!” “minhas flores não só são lindas. Cada uma delas pode contar uma história. Por que você não pergunta a elas sobre seu amigo que sumiu?” disse a senhora. Então Gerda perguntou a cada uma das flores sobre o Kay, e cada uma contou as suas próprias histórias, porém nenhuma disse nada sobre ele. Gerda foi para casa triste.

Sentindo-se sem esperanças, Gerda sentou-se embaixo de uma árvore e começou a chorar. Ela ficou lá chorando até que um corvo pousou em um galho ao lado dela. O corvo perguntou por que ela estava chorando, e Gerda contou-lhe a história. “Então, você o viu por aí?” perguntou ela quando terminou. “Se vi quem?” Perguntou o corvo. “Kay!” disse Gerda, sem paciência.’’

“Ah, sim, acho que posso ter visto um menino que se parece com ele aqui no palácio. Foi há alguns meses atrás, quando a princesa decidiu se casar. Muitos candidatos vieram no palácio, mas nenhum conseguiu ganhar o coração da princesa. Porém, no terceiro dia, um menino com cabelos longos e botas novas e barulhentas entrou no palácio. Ele não ficou louco para possuir toda a prata e outro que tem no palácio, como os outros tinham ficado. Este era muito esperto nas suas respostas para a princesa e então ela gostou dele e casaram-se. Eles vivem felizes agora no palácio.”

“Sim, deve ser o Kay! Ele estava usando suas botas novas quando foi para o passeio de trenó. E ele é tão esperto, que poderia mesmo impressionar a princesa… Leve-me até o palácio, eu quero ter certeza que é ele!” Então Gerda e o covo foram para o palácio.

Quando eles entraram no quarto onde a princesa e o príncipe estavam dormindo, Gerda aproximou-se da cama. O príncipe que estava lá dormindo tinha o mesmo cabelo de Kay. Ele virou-se na cama e seu rosto ficou de frente para Gerda.

Ela respirou aliviada pois não era Kay, mas sim um outro rapaz. Mesmo ela estando muito feliz por Kay não ter se casado com outra, Gerda saiu do palácio triste por ainda não ter encontrado seu amigo.

Gerda estava pensativa andando pela floresta em busca de Kay. De repente viu uma menina ladra e sua rena. Eles pensaram que ela estava perdida mas depois Gerda contou a história. “Eu vi seu amigo!” disse a rena. “Ele foi levado pela Rainha da Neve. Eu os vi voando no trenó e acredito que estavam indo para a Lapônia, que é sempre muito frio…eu posso levar você lá se quiser.” Gerda estava feliz com a notícia e agradeceu a rena pela ajuda que ofereceu. Naquela noite eles ficaram com o pessoal conhecido da menina ladra, que deram comida e cama para Gerda dormir. Mas ela estava ansiosa e não conseguiu descansar.

Na manhã seguinte quando ainda estava escuro, a menina ladra ajudou Gerda a sentar-se em cima da rena e foram para Lapônia. Elas viajaram o dia inteiro e no caminho viram uma casa no meio da floresta. Decidiram pedir para dormir lá aquela noite. Antes mesmo que elas batessem na porta, ela se abriu.

Lá dentro era tão quente, que a dona da casa estava quase nua. Ela ajudou Gerda a tirar o casaco, e aprontou a mesa para que todos pudessem comer. Enquanto jantavam, Gerda contou o motivo pelo qual estavam em viagem e perguntou à dona da casa se ela sabia alguma coisa sobre Kay. “Sim, minha querida. Seu amigo está longe daqui, no palácio da Rainha da Neve, do jeito que sua amiga rena contou. Mas vocês devem dormir agora, descansem bastante e continuem a viagem amanhã.”

Gerda estava tão cansada por não ter conseguido dormir na noite anterior que deitou e dormiu um sono pesado. Quando viu que estava dormindo, a dona da casa, que também era mágica, disse à rena: “Tem um probleminha. Graças aos pedaços de espelhos nos olhos e coração do Kay, ele acredita que o palácio da Rainha da Neve é o melhor lugar para ele.” “Mas como ela poderá lutar com a Rainha da Neve? Você poderia fazer alguma arma para ela? Ou uma poção para que ela fique super forte?” perguntou a rena.

“Eu não posso dar mais poder do que ela já possui. Você não vê que ela tem muito poder? Tanto que os humanos e animais, todos a ajudaram. Seu poder está no coração, mas ela não pode saber disso. Vocês irão embora amanhã e você levará Gerda somente até perto do castelo. Deixe-a no grande arbusto com frutas vermelhas. Daí em diante, ela deve continuar sozinha.

No dia seguinte, a dona da casa colocou Gerda em cima da rena, que correu o mais rápido que pôde. Eles finalmente chegaram até o grande arbusto, e a rena disse que ela deveria continuar sozinha. A rena beijou a testa de Gerda e desejou boa sorte. Ela saiu correndo descalça na neve até chegar no castelo.

As paredes do castelo eram feitas de neve e os vidros eram de gelo. Por entre eles passavam luzes que vinham do norte. Ninguém além da Rainha da Neve e Kay viviam no castelo.

Gerda entrou em uma grande sala e finalmente encontrou Kay! Mas ele não era o mesmo Kay que ela conhecia. Seu corpo estava quase todo azul por conta do frio e seus olhos pareciam vazios quando a viu, como se ele não tivesse reconhecido ela. A Rainha da Neve removeu todos os sentimentos dele, incluindo a sensação de frio. Ele estava brincando com uns pedaços pontudos de gelo – organizando e re- organizando – como se estivesse tentando escrever alguma coisa com eles.

Essa visão assustou tanto Gerda, que ela o abraçou e chorou baixinho. Uma das lágrimas dela caiu no ombro dele, e escorreu direto para o coração. A lágrima imediatamente derreteu a cobertura de gelo em volta. Outra lágrima caiu no rosto dele e foi direto para seu olho, e ele passou a enxergar novamente. Kay olhou em volta “Como é frio aqui!” disse ele “E vazio!” completou. Só depois que ele viu sua amiga, que há tanto tempo havia perdido, e começou a chorar. Uma das lágrimas dele caiu nos pedaços de gelo, que de repente, escreveram a palavra ETERNIDADE. Isso foi obra da Rainha do Gelo. Ela prometeu que iria libertá-lo se ele conseguisse formar essa palavra, porém antes ele estava cego e não conseguia.

Agora que sua pequena e valente amiga o libertou, eles saíram do palácio. No caminho de volta, Kay e Gerda foram até a dona da casa para agradecer pela comida e cama. Também agradeceram a menina ladra e a rena. Depois eles foram ver a princesa e o príncipe para dizer a eles como tudo terminou. Por último, mas não menos importante, eles pararam no jardim das flores falantes para agradecer a velha senhora. Todos ficaram muito felizes e se despediram com os olhos molhados de emoção. Finalmente os dois chegaram em casa e viveram felizes para sempre.

Conto Infantil – O Coelhinho Pirracento

Conto Infantil O Coelhinho Pirracento

Vivia no bosque verde um coelhinho doce, meigo e macio, mas pirracento. Sempre que via algum animal do bosque tirava sarro dele. Um dia, quando estava sentado à sombra de uma árvore, aproximou-se dele um esquilo, e disse: Olá senhor coelho! O coelho não respondeu.

Olhou, mostrou a língua e saiu correndo. Que mal educado! Pensou o esquilo. A caminho da sua toca, o coelho encontrou um cervo, que também quis saudá-lo. Bom dia senhor coelho! De novo o coelho mostrou a língua ao cervo e saiu correndo.

Assim aconteceram várias vezes com todos os animais do bosque que o coelho encontrava pelo caminho.

Um dia todos os animais decidiram dar uma boa lição no coelho mal educado, e fizeram um acordo para que, quando algum deles visse o pirracento coelho, não o cumprimentasse. Iriam fazer como se não o tivessem visto.

E assim aconteceu. Nos dias seguintes todo mundo ignorou o coelho. Ninguém falava com ele, nem o saudava. Um dia, todos os animais do bosque organizaram uma festa e o coelho ouviu onde iriam celebrar e pensou em ir, mesmo não sendo convidado.

Naquela tarde, enquanto todos os animais se divertiam, apareceu o coelho no meio da festa. Todos fizeram de conta que não o tinham visto. O coelho, constrangido pela falta de atenção dos seus companheiros, decidiu ir embora com as orelhas baixas.

Os animais, com pena do coelho, decidiram ir até a sua toca e convidá-lo para a festa. Não sem antes fazê-lo prometer que nunca mais faria pirraça a nenhum dos animais do bosque.

O coelho, muito contente, prometeu nunca mais pirraçar dos seus amiguinhos do bosque, e todos se divertiram muito na festa e viveram felizes para sempre.

FIM

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Conto Infantis sobre o valor da inveja – A Cabeça de Cores

 A Cabeça de Cores

Essa é a incrível história de uma criança muito singular. Sempre queria aquilo que não tinha: os brinquedos dos seus companheiros, a roupa dos seus primos, os livros dos seus pais… E, logo chegou a ser tão invejoso que até os fios cabelo da sua cabeça eram invejosos. Um dia aconteceu que um dos fios do cabelo da frente da sua cabeça despertou de cor verde, e os outros fios, ao vê-lo tão especial sentiram tanta inveja que todos terminaram de cor verde. No dia seguinte, um dos fios da frente se manchou de azul e ao vê-lo, novamente todos os outros terminaram azuis também. E assim um dia após o outro o cabelo da criança mudava de cor levado pela inveja que todos os fios de cabelo sentiam.

Todo mundo adorava o seu cabelo de cores, menos ele mesmo, que tinha tanta inveja que queria ter o cabelo como as outras crianças. E um dia estava tão chateado por isso que puxou os pelos da cabeça com raiva. Um fio bem fininho não pôde aguentar o puxão e se soltou caindo ao chão num vôo suave… Então, os outros fios de cabelo sentindo inveja se soltaram também, e em um minuto a criança tinha ficado careca, e sua cara de surpresa parecia uma piada de mau gosto.

Após choros e raivas a criança compreendeu que tudo tinha sido resultado da sua inveja, e decidiu que a partir de então trataria de desfrutar do que tinha sem se importar com os outros. Cuidando em desfrutar do que tinha ele acabou encontrando sua cabeça lisa e brilhante, sem um só fio, e aproveitou para convertê-la na sua tela particular.

Desde aquele dia começou a pintar lindos quadros de cores em sua careca que as pessoas gostaram tanto que em pouco tempo ele se converteu num original e famoso artista conhecido no mundo inteiro.

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História Infantil – Selena, a Formiga

 Selena, a Formiga

A história passou em um formigueiro muito bem escondido, repleto de janelinhas, de onde se vêem entrar e sair permanentemente as movimentadas formigas durante todo o dia.

Num verão, Margarita viu uma formiga que se esforçava de um modo original e lhe chamou a atenção. Era a formiga Selena, irmã mais velha de uma numerosa família de quatorze filhos. Seus papais contavam com ela para que depois da escola ou de brincar, os ajudasse a juntar gravetos, sementes e folhas para se alimentar durante o inverno.

 

Nesse verão em particular, Selena tinha trabalhado muito, porque sua mamãe tinha saído de viagem por uns dias para visitar Penina, uma tia anciã que vivia em um formigueiro distante.

 

Margarita nos contou que era na outra ponta do terreno. Selena desejava que, ao regressar, sua mãe pudesse descansar e contar-lhe todas as coisas que tinha visto no caminho.

 

Por isso, trabalhou quase sem descansar juntando folhas durante o tempo em que sua mãe esteve fora. Assim, o depósito da casa estava cheio de gravetos e folhas!

 

O dia do regresso tinha chegado e Selena se esmerou ainda mais: preparou uma bela mesa para tomar chá, com torta de frutas, sua preferida, e quando terminou disse: ‘Vou descansar no sofá até que mamãe abra a porta’.

 

Mas, de tão cansada que estava, ficou adormecida quando Enriqueta (assim se chamava sua mamãe) e não conseguiu despertar! Dormiu quase um dia inteiro.

 

Selena tinha se esforçado a ponto de ficar exausta e não pôde desfrutar do que mais desejava… Quando despertou, Enriquete ou Queta como todos a chamavam, estava ao seu lado acariciando-a e sussurrando para Selena:

 

– Minha formiguinha trabalhadora, muito obrigada por todo o seu esforço, mas não era necessário que fizesse tudo isso sozinha. Seus irmãos poderiam ter lhe ajudado.

 

No final, puderam conversar. Queta lhe contou da paisagem florida que tinha visto no caminho e lhe tinha lhe trazido umas deliciosas folhas de arando da casa de Penina.

 

Selena tinha aprendido uma grande lição: não se esquecer de desfrutar e descansar, apesar do que tinha se proposto a fazer. Por isso, disse:

 

– Depois de tudo, o principal é compartilhar com os que eu amo o melhor de mim. E, se só penso em trabalhar, vou acabar perdendo algo muito importante. Selena continuou sendo uma formiguinha trabalhadora e muito mais feliz.

 

É que tinha aprendido que trabalhar duro carregando cargas tem sentido se sobrar tempo para se alegrar e tempo para amar.

FIM

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História Infantil – A Raposa e o Camelo

A Raposa e o Camelo

Awan era uma raposa muito esperta que adorava as lagartixas. Já tinha comido todas de um lado do rio, mas ela sabia que do outro lado tinha muitas mais. O problema é que Awan não sabia nadar. Depois de pensar muito ela encontrou a solução. Foi ao seu amigo Zorol, que era um camelo e lhe disse:

– Olá Zorol, eu sei aonde tem um campo enorme, e como eu sei que a cevada te deixa louco, eu gostaria de te ensinar o caminho se você me levar em cima.

– Vamos, suba! – Disse Zorol sem pensar duas vezes.

Awan subiu em cima de Zorol e começaram a caminhada. Awan lhe indicou que cruzasse o rio para chegar ao campo cheio de cevada. Logo que cruzaram para o outro lado, Awan mostrou o campo ao seu amigo e foi correndo buscar mais lagartixas. Como o corpo de Awan era pequeno, em pouco tempo já estava satisfeita de comer lagartixas. Foi correndo ao campo onde Zorol estava e começou a gritar e a correr como uma louca.

Os donos do campo, que tinham uma casa próxima dali ouviram os gritos da raposa. Alarmados, eles pegaram pedras e paus e foram em busca da raposa. Ao chegar ao campo, eles descobriram Zorol, o camelo, que desfrutava tranquilamente da cevada. Deram uma paulada fortíssima em Zorol e pensando que já estivesse morto eles se foram.

Awan regressou e quando viu a Zorol no chão disse:

– Zorol, já está anoitecendo. Vamos voltar pra casa!

Zorol respondeu: Por que você fez isso? Por que gritou como uma louca? Quase me mataram por sua culpa.

– É que eu tenho o costume de corre e gritar depois de comer lagartixas, respondeu Awan.

– É isso? Muito bem, vamos pra casa – Disse Zorol.

Awan subiu de novo ao dolorido corpo do camelo. Zorol entrou no rio e começou a cruzá-lo. Quando estava no meio do rio, Zorol começou a dançar. Awan morrendo de medo gritou:

– O que você está fazendo Zorol? Não faça isso, eu não sei nadar!

– É que tenho o costume de dançar depois de comer cevada – respondeu Zorol.

Awan caiu na água e a corrente a levou. Zorol cruzou o rio sem problemas. Dessa forma a raposa recebeu uma boa lição.

 

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História Infantil: A RÃ QUE QUIS SE INCHAR COMO UM BOI

A RÃ QUE QUIS SE INCHAR COMO UM BOI

Uma rã que se encontrava em uma lagoa viu um dia se aproximar um bom que tinha ido beber um pouco de água, e lhe chamou a atenção o grande tamanho do animal. A rãzinha era muito pequena, não maior que um limão, e ao ver o corpulento boi se encheu de inveja e decidiu se inchar até igualá-lo em tamanho.

A rãzinha enquanto ia se inchando, perguntava às suas companheiras:

– Eu já me inchei bastante para igualá-lo? Já sou tão grande como ele?

– Não

– E agora?

– Tão pouco

– Eu conseguirei!

– Você ainda está muito longe!

E a pobre da rã se inchou tanto que explodiu.

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História Infantil – A TARTARUGA AVIADORA

A TARTARUGA AVIADORA

Um certo dia, uma tartaruga encontrou-se com dois patos emigrantes. Ficou horas admirada, ouvindo-lhes contar suas grandes viagens pelo mundo a fora.

Vocês é que são felizes, dizia a tartaruga, suspirando resignadamente. Eu também gostaria de viajar, mas ando muito devagar.

                     – Por que não nos acompanha? Vamos correr o mundo a três… disse um dos patos.

                     – Como poderei ir, se não sei nem ao menos andar depressa pelo chão, quanto mais voar por essas alturas e distâncias?

                     – Podemos ajudá-la, fazendo como os aviadores. Nós seremos os pilotos e você irá como passageira.

                      – Mas, meus amigos, onde está o avião?

                      – Não se preocupe. Nós arranjaremos tudo, já!

                      Pegaram um pau roliço e comprido, e mandaram que a tartaruga se dependurasse nele, com a boca, fortemente. Em seguida cada um  pegou uma das pontas do bastão. E lá se foram pelos ares, batendo as asas compassadamente e levando a feliz tartaruga.

                     – Segure-se bem, “agarre-se” com força, comadre tartaruga!, gritou um dos patos. A viagem é comprida!…

                     La da terra, os animais e as pessoas, admiradas, erguiam a cabeça, fixavam bem os olhos; estavam espantados por ver uma tartaruga voando.

                     – Olhem, olhem, gritam alguns deles, apontando para o céu. Nunca tinha visto uma tartaruga voar! Aquela deve ser a rainha das tartarugas!…

                    E todos riam gostosamente.

                    A tartaruga voadora, sentia-se orgulhosa por ser admirada.

                    – Sou mesmo a rainha, ia respondendo a ingênua tartaruga, mas não chegou a pronunciar nem a primeira silaba, porque, ao abrir a boca, soltou-se do bastão e caiu como um raio, espatifando-se no chão.

                    Os patos continuaram seu voo, porque é o que mais sabem fazer. E ficaram comentando:

                     – Da próxima vez que trouxermos alguém que não sabe voar, é melhor providenciarmos um paraquedas.

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História Infantil – O RATO DA CIDADE E O RATO DO CAMPO

O RATO DA CIDADE E O RATO DO CAMPO

Toc-toc! O Rato do Campo correu para a porta animado para ver quem batia. Ele esperava seu primo da cidade que marcou de visitá-lo.
“Oi, primo querido,” disse ele e deu um grande abraço no seu primo e o pediu para sentar-se à mesa. “Estou tão feliz em ver você! Vamos jantar e você me conta como está sua vida.”
“Meu primão, obrigado por essa recepção calorosa”, disse o Rato da cidade. Ele olhou rapidamente para a mesa de jantar, que tinha apenas algumas frutas secas e uma dúzia de nozes sobre ela. “Parece que a vida está cuidando melhor de mim do que de você. Quero que venha me visitar e vou te mostrar como eu tenho uma abundância de coisas que nunca chegarão aqui. Você nunca mais vai querer voltar para o campo.”
Então, na semana seguinte, o Rato do campo visitou seu primo na cidade. O primo o encontrou na frente de uma loja de comidas enorme, que vendia frutas frescas, granola, pães, nozes… O Rato do campo ficou impressionado.
“Vamos ter um jantar de verdade agora, primo,” o Rato da cidade disse e estava quase colocando a comida na boca, quando um gato veio e atacou a mesa de jantar.
Os dois ratos tiveram que esperar até que o gato pegasse tudo o que ele queria e levasse embora. Eles voltaram a sentar na mesa. “Puxa, essa foi por pouco! Mas essas coisas não devem te deixar preocupado, fazem parte da vida na cidade,” disse o anfitrião, meio que pedindo desculpas.
Eles então tentaram comer novamente. E dessa vez, nem conseguiram tocar na comida, porque um cachorro correu até eles e os dois ratos tiveram que fugir novamente para salvar suas vidas.
“Primo querido, muito obrigado pela sua hospitalidade! A mesa realmente estava abundante, mas nós nunca vamos poder nos sentar à mesa com calma. Eu prefiro voltar para o campo, onde eu consigo aproveitar meu jantar em paz.”

História Infantil: A Formiga e a Pomba

A Formiga e a Pomba

Um dia uma formiga parou em um rio para beber água.
Ela ficou muito perto. O rio a levou embora e ela estava quase se afogando, quando uma pomba a avistou.
A pomba tirou uma folha de uma árvore e colocou essa folha no rio, ao lado da formiga.
A formiga subiu na folha e sobreviveu. “Obrigada, pomba!! Eu sempre me lembrarei do que você fez por mim” disse a formiga.
Um dia a formiga viu um homem. Ele estava apontando a arma para a pomba, a mesma que havia salvado a vida da formiga. O homem se preparava para apertar o gatilho enquanto a formiga quebrava a cabeça pensando em algo para salvar a pomba.
E no último momento, a formiga teve uma idéia. Ela deu uma super mordida na perna do homem. “Ai!” gritou o homem e ele não acertou a pomba.
A pomba voou e acenou um “obrigada” para a formiga por ter salvado sua vida. Um favor paga-se com outro.

História Infantil – O Elefante Bernardo

O Elefante Bernardo

Havia uma vez um elefante chamado Bernardo que nunca pensava nos outros. Um dia, enquanto Bernardo brincava com seus companheiros de escola, pegou uma pedra e jogou na direção dos seus companheiros.

A pedra pegou o burro Cândido em sua orelha e saiu muito sangue. Quando as professoras viram o que tinha acontecido, ajudaram imediatamente ao burrinho Cândido.

Depois de limpar, colocaram um grande curativo na sua orelha para curá-lo. Enquanto Cândido chorava, Bernardo ria, escondendo-se das professoras.

No dia seguinte, Bernardo passeava pelo campo, quando sentiu muita sede. Caminhou em direção ao rio para beber água. Ao chegar ao rio, viu uns cervos que brincavam na margem do rio.

Sem pensar duas vezes, Bernardo pegou muita água com a sua tromba e jogou fortemente contra os cervos. Gilberto, o cervo mai pequenino perdeu o equilíbrio e acabou caindo no rio, sem saber nadar.

Felizmente, Felipe, um cervo maior e que era um bom nadador, se jogou no rio na mesma hora e ajudou Gilberto a sair do rio. Felizmente não aconteceu nada com Gilberto, mas sentia muito frio porque a água estava fria e acabou pegando um resfriado. Enquanto tudo isso ocorria, a única coisa que o elefante Bernardo fazia era rir do acontecido na frente de todos.

Uma manhã de sábado, enquanto Bernardo passeava pelo campo e comia algumas plantas, passou muito perto de uma planta que tinha muitos espinhos. Sem perceber o perigo, Bernardo acabou se ferindo nas suas costas e nas suas patas com os espinhos. Tentou tirar os espinhos, mas suas patas não alcançavam e isso provocava muita dor nele.

Ele se sentou embaixo de uma árvore e chorou desconsoladamente, enquanto continuava com muita dor. Cansado de esperar, Bernardo decidiu caminhar para pedir ajuda. Enquanto caminhava ele se encontrou com os cervos que havia jogado água. Ao vê-los ele gritou:

– Por favor, ajudem-me a tirar esses espinhos que me doem muito.

E, reconhecendo a Bernardo, os cervos disseram:

– Não vamos te ajudar porque você jogou Gilberto no rio e ele quase se afogou. Além disso, Gilberto está doente porque pegou uma gripe, pois a água estava muito fria. Você vai ter que aprender a não ferir nem tirar sarro dos outros.

O pobre Bernardo, entristecido, baixou a cabeça e seguiu pelo caminho em busca de ajuda. Enquanto caminhava, ele se encontrou com alguns dos seus companheiros de escola. Pediu ajuda a eles, mas eles tão pouco quiseram ajudá-lo porque estavam enojados pelo que Bernardo tinha feito com o burro Cândido.

E mais uma vez Bernardo baixou a cabeça e continuou o seu caminho em busca de ajuda. Os espinhos provocavam muita dor a ele. Enquanto tudo isso acontecia, havia um macaco que trepava pelas árvores. Vinha saltando de uma árvore à outra, perseguindo a Bernardo e vendo tudo o que acontecia. Logo, o grande e sábio macaco, que se chamava Justino, deu um grande salto e se parou em frente a Bernardo, e lhe disse:

– Está vendo, grande elefante? Você sempre machucou aos outros e, como isso fosse pouco, ainda ria deles. Por isso, agora ninguém quer te ajudar, mas eu que vi tudo o que aconteceu, estou disposto a te ajudar se você aprender e cumprir duas grandes regras da vida.

E Bernardo respondeu chorando:

– Sim, eu farei tudo o que você me disser, sábio macaco. Ajude-me a tirar os espinhos.

E o macaco lhe disse:

– Bem, as regras são essas: a primeira é que você não machucará a mais ninguém, e a segunda é que você ajudará aos outros e eles te ajudarão quando você precisar.

Ditas essas regras, o macaco passou a tirar os espinhos e a curar as feridas de Bernardo. E, a partir desse dia, o elefante Bernardo cumpriu rigorosamente as regras que tinha aprendido.

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História Infantil – A Raposa e as Uvas

A RAPOSA E AS UVAS

Numa manhã de outono, enquanto uma raposa descansava debaixo de uma plantação de uvas, viu alguns ramos de uva bonitas e maduras, diante dos seus olhos. Com desejo de comer algo refrescante e diferente do que estava acostumada, a raposa se levantou, ergueu as patas para pegar e comer as uvas.

O que a raposa não sabia era que os ramos das uvas estavam muito mais altos do que ela imaginava. Então, buscou um meio de alcançá-los. Pulou, pulou, mas seus dedos não conseguiam nem tocá-los.

Havia muitas uvas, mas a raposa não podia alcançá-las. Voltou a correr e a saltar outra vez, mas o salto foi curto. Ainda assim a raposa não se deu por vencida. Novamente correu e saltou, e nada. As uvas pareciam estar cada vez mais distantes e mais altas.

Cansada pelo esforço e se sentindo impossibilitada de conseguir alcançar as uvas, a raposa se convenceu de que era inútil repetir a tentativa. As uvas estavam muito altas e a raposa sentiu-se muito frustrada. Esgotada e resignada, a raposa decidiu desistir das uvas.

Quando a raposa estava quase retornando para o bosque se deu conta que um pássaro que voava por ali, tinha observado toda a cena e se sentiu envergonhada. Acreditando ter feito um papel ridículo para conseguir alcançar as uvas, a raposa se dirigiu ao pássaro e disse:

– Eu teria conseguido alcançar as uvas se elas estivessem maduras. Eu me enganei no começo, pensando que estavam maduras, mas quando me dei conta que ainda estavam verdes, desisti de alcançá-las. As uvas verdes não são um bom alimento para um paladar tão refinado como o meu.

E foi assim que a raposa seguiu o seu caminho, tentando se convencer de que não foi por falta de esforço que ela não tinha conseguido comer aquelas uvas deliciosas. E sim porque estavam verdes.

Moral da história: o vaidoso, ao não reconhecer suas próprias limitações, prefere dar desculpas para não sair derrotado. Ao não aceitar suas próprias limitações, o indivíduo perde a oportunidade de corrigir suas falhas.

Se você conhecer alguma outra fábula para crianças e quiser compartilhar com a gente e com os demais pais, ficaremos encantados em recebê-la.

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HISTÓRIA INFANTIL O SAL E A ÁGUA

O Sal e a Água

Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A
mais velha respondeu:
– Quero mais a meu pai, do que à luz do Sol.
Respondeu a do meio:
– Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
A mais moça respondeu:
– Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal.
O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora
do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu
para ser cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo achou
dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de
quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia: foi passando, até que foi
chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo
apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza.
Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com
trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho
para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o
jantar do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que
pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam
de ser postos ao rei seu pai não botou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o
rei convidado é que não comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa, porque é que o rei não
comia? Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha:
– É porque a comida não tem sal.
O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não
tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por
sua filha, que lhe tinha dito, que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de
sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.

 

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História Infantil: O PEQUENO DRAGÃO

O PEQUENO DRAGÃO

Há muito, muito tempo, na selva Amazónica, viviam dois dragões marido e mulher. Amavam-se muito, mas todos os dias discutiam e não faziam mais nada senão tratar mal o outro.

 

Apesar disso, decidiram ter um filho. Mas o nascimento do seu filho dragão, em vez de trazer harmonia, ainda fez com que se mostrassem mais intolerantes. As lutas e as discussões multiplicavam-se, até que um dia a disputa foi mais forte que o normal. Foi uma discussão enorme que os deixou cheios de raiva e os levou a afastarem-se da selva e a tomar caminhos diferentes, para nunca mais terem de se encontrar. Lamentavelmente, a ira tinha-os deixado cegos ao ponto de se esquecerem do seu filho, o pequeno dragão Tulip.

Tulip ficou sozinho na imensidão da selva, sem ter consciência da sua força extraordinária e do seu terrível aspeto.

Era um dragão com uma crista pontiaguda, duas enormes asas e uns pés incrivelmente fortes. Tinha o corpo coberto de escamas, os olhos vermelhos e um poderoso focinho de onde podia soltar uma enorme língua de fogo. Mas Tulip ignorava tudo isto: era apenas um filhote de dragão, com muito medo, tímido e introvertido. Para sobreviver, alimentava-se de bagas, frutos e folhinhas verdes: não gostava muito destes alimentos, mas não sabia que, se quisesse, podia comer uma manada inteira de bois, como se fosse uma travessa de bolinhos e, além disso, não fazia a mínima ideia de como conseguir uma comida diferente e mais adequada às suas necessidades. No entanto, no seu coração sentia que o mundo podia ir mais além da selva, e, assim, um dia resolveu abandonar o seu refúgio e ir dar uma vista de olhos pelos arredores.

Começou a andar devagarinho, porque o seu corpo forte e volumoso não lhe permitia mover-se com agilidade, e ia observando tudo o que o rodeava.

A certa altura, viu ao longe um enorme animal com uma grande juba (era um leão) que comia avidamente uma lebre. “Era mesmo disto que eu precisava”, pensou Tulip. “Encontrar uma presa como esta e depois comê-la em paz.” Então, começou a explorar a região até que viu, no chão, uma silhueta imóvel, parecida com a da lebre que, pouco antes, vira ser devorada pelos dentes do leão.

Aproximou-se, de boca bem aberta e deu um salto desastrado mas, coitadito, foi dar com quatro dentes no chão. A silhueta era apenas uma pedra! Dorido e contrariado, começou a vaguear até que viu um grande esquilo voador no ramo de uma árvore. Rapidamente percebeu que poderia ser um petisco delicioso e começou a escalar o tronco da árvore onde estava o esquilo, a preparar-se para comer uma bolota. Quando chegou lá acima, aproximou-se do ramo de onde queria saltar, mas… este partiu-se sob o peso do dragãozinho e o pobre Tulip caiu no chão, com grande alarido. E lá lhe saltaram mais quatro dentes.

Descontente, retomou o seu caminho, comendo umas amoras aqui e ali, para se manter em pé.

Depois de horas e horas caminhando, foi atraído pelo canto de um pássaro. Olhou para cima e viu o passarinho às voltas no céu, por entre a ramagem das árvores. De repente, Tulip lembrou-se de que tinha duas asas e resolveu utilizá-las. Abriu-as e deu um salto, sem se dar conta de que a abertura das suas asas era tão grande que não lhe permitia passar entre os ramos das gigantescas árvores. Ficou preso nelas e, para se poder libertar, teve de fechar as asas. Por isso, caiu de novo no chão, aos tombos, perdendo mais um punhado de dentes!

Começou, então, a chorar desesperado: “Todos são mais fortes e inteligentes do que eu! Sou o mais fraco e estúpido de todos os animais da Terra!”, lamentava o pequeno dragão, chorando.

Precisamente naquele momento, passava por ali Polion, um rapazito preguiçoso, que o pai tinha posto fora de casa, como castigo pelas suas tropelias.

Polion não gostava de trabalhar, tudo o que queria era dormir e brincar com os seus amigos, e acreditava que, mais cedo ou mais tarde, uma boa estrela lhe traria riqueza, fama e sorte. Tulip ficou paralisado de terror ao ver um humano, mas Polion ainda se assustou mais, se é possível, ao ver-se frente a frente com um dragão assim tão grande e, aparentemente, tão ameaçador. Olharam-se, em silêncio, por uns instantes e depois Tulip, não resistindo ao medo, disse numa voz humilde e soluçante:

“Peço-te que não me faças mal. Sou um pobre dragão, fraco e estúpido. E com poucos dentes!… Concede-me a vida, por favor!”

Polion, que era muito esperto, percebeu rapidamente que podia tirar proveito deste estranho encontro com um dragão, sem consciência da sua força e imponência. E assim lhe respondeu:

“Pois eu sou um homem forte e poderoso e todos me têm medo! No entanto, não posso voar. Se consentires em me levar no teu dorso, prometo que te protegerei para sempre!”

Tulip mal podia acreditar numa proposta tão boa.

“Obrigado, obrigado…”, respondeu. “Aceito, mas aviso que vais ter de estar muito atento, pois sou fraco e estúpido e tudo, tudo me faz medo”.

“Não te preocupes”, exclamou o jovem, “de agora em diante, estás sob a minha proteção e nada nem ninguém te fará mal”.

Dito isto, montou na garupa do dragão, conduziu-o a um prado sem árvores e ordenou-lhe que abrisse bem as asas e começasse a voar.

O dragão elevou-se do chão e alcançou o céu.

Polion guiava-o, indicando a direção e dando-lhe conselhos sobre como devia mover as asas. Assim chegaram à aldeia de Polion. As pessoas viram-nos aterrar e, espantados e aterrorizados, viram o rapazito descer da garupa do dragão.

Paralisados pela surpresa e pelo medo, todos aguardavam pelas palavras de Polion. O jovem sussurrou algo ao ouvido do dragão (disse-lhe que ficasse tranquilo), depois aproximou-se dos aldeãos e pronunciou o seguinte discurso: “Queridos amigos, fiz prisioneiro este terrível dragão que queria invadir a nossa aldeia e destruir-nos. Agora está à minha mercê, mas é necessário que esteja tranquilo. Principalmente, tragam carne para o saciar!”

Todos começaram a correr mortos de medo e, num piscar de olhos, dezenas de pessoas regressavam carregadas de carne para ganhar a confiança do dragão. Polion recebeu a comida para o seu amigo, agradeceu e disse-lhes que voltassem tranquilos para casa.

“A situação está controlada”, afirmou. Todos o aplaudiram, gratos, e começaram a murmurar que se tratava de um verdadeiro herói. Polion dirigiu-se ao dragão e apresentou-lhe a suculenta refeição.

“Tenho medo”, disse Tulip, “esta gente quer-me fazer mal e eu não sou capaz de me defender. Ajuda-me…”

“Mas tu não viste que eu é que mando neles todos?”, respondeu Polion, “Come e alegra-te! Ninguém te fará mal enquanto estiveres sob a minha proteção”.

O dragão, agora mais descansado, começou a apreciar a refeição mais maravilhosa de toda a sua vida. Quando acabou afirmou, de lágrimas nos olhos: “Obrigado, meu amigo. Sem ti não sei o que seria de mim. Este mundo não foi feito para os fracos e estúpidos como eu. Promete que nunca me abandonarás!”

O espertalhão Polion respondeu, com a sua voz mais doce: “Nunca te abandonarei. Está prometido. Eu sou muito forte e poderoso, e todos me receiam, mas quando prometo proteção a alguém, nunca quebro a minha promessa!”

Os dias foram passando e a fama do jovem que havia dominado um terrível dragão, salvando o povo da ruína e da destruição, tinha-se espalhado como azeite sobre a água. Até que um dia chegou ao povoado um mensageiro do rei.

Fora organizado um concurso, no qual podiam participar todos os jovens que se destacassem pela sua bravura e que fossem considerados heróis.

A princesa Luna casaria com aquele que superasse três dificílimas provas.

Todos os habitantes da aldeia incentivaram Polion a participar no concurso. Quem, se não ele, poderia vencê-lo? Ninguém! Por isso, Polion dirigiu-se para o castelo onde vivia a lindíssima princesa Luna.

Quando a princesa o recebeu, Polion ficou boquiaberto olhando a donzela, com os seus cabelos loiros e a pele tão branca como a própria Lua. A princesa olhou-o com curiosidade e depois perguntou:

“Ao que vens tu?”

“Eu sou o homem mais forte do mundo!”, respondeu Polion. “Põe-me à prova e vou-te convencer sem sombra de dúvida. Depois, poderei casar contigo!”

“Muito bem”, disse a princesa, “mas é preciso que saibas que as provas que terás de superar são muito difíceis. Quero que recuperes o meu diadema de pérolas e diamantes. Um diadema que permite, a quem o usar, ler o pensamento dos outros. Foi-me roubado por um terrível mago, que vive no alto da Montanha das Águias.”

“Entendido”, disse Polion, e despediu-se com uma vénia. Foi ter com Tulip, que o esperava impaciente, na clareira de um bosque, e que o recebeu com um lamento: “Deixaste-me só por tanto tempo, quando já sabes que tenho medo se não estás perto de mim!”

“Não tens nada a temer, quantas vezes tenho de repetir? Fica sossegado e ouve bem. Para já, tenho um trabalho a fazer lá em cima, na Montanha das Águias, e tu tens de me acompanhar.”

“Não, não, não, peço-te por tudo!…” gemeu o dragão, “tenho muito medo da Montanha das Águias”.

“Caluda e confia em mim”, respondeu Polion, trepando para a garupa e guiando-o para os altíssimos montes, cobertos de neve e varridos pelo vento.

Ali ficava o casebre do terrível mago, a quem procuravam. Polion disse ao dragão que se aproximasse do telhado e ordenou: “Agora dá um forte golpe de cauda!!!”

“Tenho medo!”

“Obedece-me e nada te acontecerá!”

Tremendo de medo, Tulip obedeceu ao seu protetor; num segundo apenas, o teto voou e as paredes da cabana caíram por terra.

O mago surgiu, paralisado pela surpresa e Polion aproveitou para arrancar, rapidamente, o diadema dos escombros. Depois, de um só salto, voltou para a garupa do seu assustado dragão e ordenou-lhe que levantasse voo, em direção à solitária clareira no bosque, que escolhera para abrigo. Uma vez lá, Polion dirigiu-se para o castelo da princesa Luna, com o diadema oculto sob o manto.

Quando chegou perante ela, ajoelhou e disse: “Aqui está o que me pediste, Luna”.

A princesa ficou estupefacta. Era um autêntico mistério, o modo como ele tinha conseguido recuperar o diadema em tão pouco tempo. Tentando esconder a sua surpresa, disse: “Admito que foste muito habilidoso. Mas ainda tens de superar duas provas, se queres casar comigo”.

“Tudo bem. Mas, entretanto, deves satisfazer um pedido meu. Preciso de comida para um dragão que tenho prisioneiro, porque, caso contrário, poderia ficar furioso. Não contra mim, porque me teme, mas contra todos os habitantes do teu reino.”

“Muito bem, dar-te-ei carne para o teu animal feroz. Quanto às restantes provas, elas são: terás de arrancar as mil árvores da Floresta Encantada, cujas raízes são habitadas por génios malignos, que assustam os meus súbditos. Depois, deves afastar do Bosque das Silvas todas as feras selvagens que aí vivem e que, de vez em quando, devastam os campos e atacam os camponeses.”

“Está feito!”, prometeu solenemente Polion. Depois, com a vénia do costume, despediu-se da linda princesa, pela qual sentia crescer, cada dia mais, um sentimento de amor.

Correu para a Floresta Encantada e atou mil cordas às mil árvores. Depois, foi buscar o seu ajudante especial, o medroso dragão, e conduziu-o à orla da Floresta Encantada, onde lhe disse:

“Esta noite tenho de fazer um trabalho muito cansativo. Mas tu podias dar-me uma ajudinha, apesar de eu ter de fazer a parte mais pesada.”

“Mas, como te posso ajudar, eu que sou tão fraquinho?”, questionou o dragão.

“Olha, é uma coisa muito fácil. Só tens de puxar cada uma destas cordas. O resto, faço tudo eu.”

Tulip, humilde e obediente, assim fez, sem se dar conta que a cada puxão, arrancava uma enorme árvore. Ao fim de poucas horas, a Floresta Encantada já não existia: no seu lugar estavam mil troncos abatidos.

“Agora, leva-me de volta ao Bosque das Silvas”, disse Polion ao dragão.

“Não, não quero ir. Tenho demasiado medo. Eu sei que está cheio de animais ferozes que poderiam matar-me!”

“Faz o que te digo.”, encorajou Polion, “Como já viste, quando estás comigo não tens nada a temer.”

Subiu para a garupa do dragão que, batendo as asas, se dirigiu para o bosque. Quando alcançaram os pontos mais altos das árvores, Polion pediu a Tulip que descesse o mais possível. O dragão obedeceu e, ao fim de um instante, o bosque ganhou vida. Centenas de animais ferozes começaram a fugir disparados, aterrorizados ao ver o dragão, de cujas narinas, por causa do medo, saíam labaredas de fogo. As feras corriam e corriam, para alcançar uma zona mais segura: nunca mais queriam viver num sítio onde pudessem ser tão facilmente atacados por um dragão.

“Estás a ver, meu amigo, como me têm medo?”, perguntou Polion a Tulip.

“Sim”, respondeu o pobre dragão.

“Hoje tiveste a prova da minha força. O mundo é mau e cruel, é certo, e qualquer um te poderia fazer mal. Tens muita sorte porque, enquanto estiveres sob a minha proteção, estarás a salvo. Mas tens de me prometer que nunca te afastarás da clareira sem mim. Em troca, todas as noites te trarei uma belíssima carne para que te alimentes.”

Tulip assentiu, comovido. Então Polion pediu-lhe que o levasse ao castelo e que depois regressasse ao seu refúgio. Chegou ao castelo ao anoitecer e foi ter com a princesa, que estava acompanhada de duas donzelas.

“Como vês, lindíssima princesa Luna, já cumpri os teus desejos. Os génios malignos já não têm raízes onde viver: esta noite arranquei mil árvores para ti. E as feras selvagens fugiram do Bosque das Silvas: basta que envies os teus servos e estes comprovarão que digo a verdade”.

“Acredito em ti. Vejo a sinceridade nos teus olhos, tal como o teu extraordinário valor”, sussurrou a princesa Luna ao prontíssimo Polion. “Portanto, serei tua esposa, como tanto desejavas.”

E assim foi celebrada uma faustíssima boda: os bailes, as cantigas e os banquetes duraram três dias e três noites, mas nunca, apesar de toda a festa, Polion se esqueceu de levar comida ao seu ingénuo amigo, o pobre e medroso Tulip, verdadeiro autor de toda a sua sorte.

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História Infantil A história da gansa

 A história da gansa

Uma gansa, que morava numa quinta, sentia-se muito infeliz com a vida que levava: sempre fechada numa cerca, sem nunca poder ver gente interessante. Um dia, tomou a decisão de fugir para um lugar distante.

 

Foi andando, andando, até entrar num bosque encantado. Rapidamente, fez amizade com uns esquilos e outros animaizinhos que só conhecia de nome, e assim, começou a ter uma vida muito mais despreocupada. Comia, dormia, conversava e, entretanto, cada vez engordava mais. Um belo dia passou por ela uma raposa, que reparou que a gansa estava muito gorda. Passado o primeiro momento de espanto, porque no bosque nunca vira nada igual, a raposa teve uma ideia. Aquela gansa podia ser uma bela refeição para o leão, que há meses estava doente na sua toca, e já nem tinha forças para caçar e procurar alimento. Se conseguisse levar-lhe a gansa, o rei leão poderia comer e, portanto, recuperar as forças. Depois, ficaria agradecido à raposa para todo o sempre. Isto era o que pensava a raposa, que, como todos sabem, é um animal muito astuto. Então, aproximou-se da gansa e disse-lhe com a voz mais doce que conseguiu:

“Querida gansa, não nos conhecemos, mas gostava de te contar um segredo. O leão está muito triste desde o dia em que, passando por aqui, te viu. Ele sente-se muito sozinho, mas, quando te viu, achou que podias ser a sua companheira ideal. Está encantado com a cor branca das tuas plumas, o teu porte elegante, o teu charme feminino e a tua alegria. Ouviu-te a falar com os esquilos e também queria entrar na conversa. Mas, sabes, o rei é tímido para fazer amizades e não teve coragem de te dizer nada. Gostava tanto de te levar ao seu covil para o conheceres e, quem sabe, talvez até te peça que cases com ele”

A gansa, feliz com tudo o que ouvia, concordou, sem sequer estranhar esta proposta tão surpreendente. E dirigiram-se juntos para o covil do leão onde, mesmo em frente à porta, a raposa se virou para a gansa e disse:

“Espera aqui só um bocadinho, quero preparar o leão para a tua visita. De outro modo, a emoção seria demasiado forte para ele!”

A gansa disse que sim, até porque precisava de alguns minutos a sós para pentear bem as plumas, de modo a que o leão a visse deslumbrante.

A raposa entrou na toca, aproximou-se do leão e disse:

“Trouxe-te um grande e saboroso jantar!”

O leão ficou contentíssimo com esta prenda inesperada e garantiu à raposa que sempre a protegeria, prometendo-lhe, também, um posto de conselheira do rei.

A raposa, satisfeita, saiu para ir buscar a gansa e acompanhá-la ao covil do leão. Assim que a infeliz se viu em frente ao leão, este deu um salto para lhe ferrar os dentes. Por sorte, o leão estava demasiado fraco e não conseguiu apanhar a sua vítima. A gansa, percebendo que tinha caído numa armadilha, largou a correr o mais depressa que podia. Milagrosamente, conseguiu escapar e voltar para o sítio do bosque onde antes vivia, e onde tinha tantos amigos.

O leão cada vez se sentia mais doente e, zangado com a raposa, exclamou:

“Odeio que me prometas uma coisa e depois não cumpras!”, disse ele. “Asseguraste-me um grande e saboroso jantar, e esse jantar… desapareceu!”

A raposa queria a todo o custo agradar ao leão e não perder o privilégio que este lhe havia prometido. Por isso, voltou ao lugar onde tinha encontrado a gansa e, com uma voz ainda mais enganadora, foi dizendo:

“Gansa, estou aqui da parte do leão, para te pedir desculpa. Ele estava nervoso e cansado. O que ele mais queria era que o tivesses visto em forma e, no entanto, quando chegaste viste-o fraquinho, como um trapo. Ficou aborrecido porque receou fazer má figura ao teu lado.”

A gansa ouvia tudo, cheia de curiosidade e com um pouquinho de esperança (tinha ficado muito desiludida por não ter feito amizade com o leão).

A raposa continuou:

“O leão mandou-me cá para te pedir perdão, quer que voltes para ele e começar, assim, uma linda relação de amizade, sincera e duradoura.”

A gansa acreditou no falso discurso da raposa, sem a mínima dúvida, e decidiu segui-la.

Quando entrou no covil, o leão já estava à sua espera, muito perto da entrada. A inocente gansa nem teve tempo para dizer “Bom dia”, quando o leão a apanhou para, depois, a comer duma só vez.

Tongo Bango, depois de contar esta longa história, disse assim ao tubarão:

“E agora, já percebeste? Só os burros caem duas vezes na mesma armadilha! A gansa era burrinha, eu não. Eu cá, não me pareço nada com a gansa!”

E depois, passando mesmo em frente ao nariz do tubarão, afastou-se satisfeito, por entre as árvores.

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História infantil O Duende das Lágrimas

 O Duende das Lágrimas

 

Jorge, um lindo menino de seis anos, de caracóis negros e olhos de um azul extraordinário, acordou, certa manhã, muito bem disposto. As aulas tinham terminado no dia anterior.

Esperavam-no dias e dias de brincadeira! Levantou-se alegremente da cama e, depois de lavar os dentes, foi ter com a mãe, que estava na cozinha. Tantas coisas boas que havia para o pequeno almoço! A mãe recebeu-o, com um sorriso luminoso (gostava tanto da mãe, era simpática e sorria sempre) e convidou-o a sentar-se. Depois, pôs-lhe à frente o copo de leite e a taça de cereais do costume. Jorge mudou imediatamente de disposição. Gostaria de uma torrada com chocolate e estava farto do leite; gostava mais de chá. Então disse à mãe, num tom insolente:

“Não gosto de nada disto e não vou comer!”. Jorge levantara a voz em vez de pedir “por favor”. A mãe ficou zangada com estes maus modos e deu-lhe um grito. Então, Jorge, em vez de pedir desculpa, começou a resmungar cada vez mais alto e, depois, como a mãe se afastou, porque não tinha intenções nem de lhe fazer a torrada com chocolate, nem de trocar o leite por chá, desatou a chorar desesperadamente.

Uma lágrima caiu no chão e começou a ganhar forma. Jorge ficou parado, de boca aberta com a surpresa. A lágrima começou a crescer, a crescer, e, quando ficou do tamanho de um ratinho em pé sobre as patas traseiras, coloriu-se de verde. Jorge inclinou-se para o chão e viu um pequenino duende, magrinho, muito magrinho, com um gorro pontiagudo na cabeça, feito de uma folha.

“Quem és tu?”, perguntou.

“Eu sou o duende das lágrimas. Vem comigo até ao jardim, quero mostrar-te uma coisa”.

Jorge foi atrás dele. O duende, minúsculo e muito ágil, ia na frente.

Chegaram ao jardim e o duende apontou a Jorge um pequeno alçapão, escondido entre a relva. De onde tinha saído aquilo?! Jorge tinha a certeza que nunca o tinha visto. Conhecia muito bem o seu jardim: tinha-o explorado centímetro a centímetro.

“Não te ponhas a fazer demasiadas perguntas”, disse-lhe o duende, com doçura mas também com determinação. Depois, aquela pequena criatura inclinou-se para o alçapão e, com uma força inesperada, abriu a portinhola. Jorge viu que dava para uma grande escadaria. O duende começou a descer as escadas e convidou Jorge a segui-lo. Havia milhares de degraus e Jorge, sempre atrás do duende, desceu-os todos.

No final desta imponente escadaria, foram dar a um jardim maravilhoso. No entanto, no chão não havia relva: o solo era constituído por um material branco e brilhante, que desprendia centelhas azuladas. As árvores, não se sabe como, tinham firmado as suas fortes raízes neste chão. No centro de uma clareira, à volta da qual as árvores formavam uma coroa, estava uma enorme mesa de cristal, sobre a qual estavam pousados muitas e fabulosas taças de madrepérola. E cada taça tinha dentro milhares de pérolas resplandecentes. Parecia que tinham nascido de raios de sol; Jorge nunca tinha visto nada assim, tão esplêndido! O duende, sem dizer nada, acenou-lhe com a mão para que o seguisse. Passou junto à mesa e entrou pelo bosque dentro. Foram dar a um casebre. O duende empurrou a porta e ele e Jorge entraram. Tudo lá dentro estava sujo, empoeirado e em desordem. No centro do barracão estava uma mesita de madeira meio quebrada, em cima da qual estavam pousadas, numa lamentável desordem, taças de papelão amassado. Estas gamelas sujas estavam recheadas de pérolas tortas, de cor acinzentada, sem nenhum brilho, baças.

“Não te parece que estas pérolas são horríveis?”, perguntou o duende a Jorge.

“Sim, são muito feias”, respondeu o menino. “Mas, o que significa tudo isto? Porque é que estas pérolas são tão sem graça e as outras tão bonitas? De onde vieram? De quem são?”

O duende, apontando-lhe uma taça, respondeu:

“Olha, todas estas são lágrimas. E ali, naquela pequena taça, estão as tuas desta semana.”

Jorge já não percebia nada e então o duende explicou:

“Há três tipos de lágrimas. As que nascem da dor, as que nascem da alegria e as lágrimas que escondem caprichos, raiva e birras absurdas. Nenhuma lágrima derramada se perde. Somos nós, os duendes, que somos milhões e milhões no mundo todo, que as recolhemos e levamos para os vários centros de recolha, todos iguais a este, e que estão espalhados por muitos jardins do planeta Terra. As lágrimas de dor e de alegria são transformadas em pérolas incríveis de rara beleza: convertem-se nos tesouros escondidos nas entranhas da Terra, que os homens têm procurado durante séculos e séculos e que hoje pensam ser fruto da fantasia. As lágrimas que nascem de motivos fúteis, palermas ou maldosos transformam-se, pelo contrário, nestas horríveis pérolas cinzentas.”

Jorge estava sem palavras.

O duende virou as costas às pérolas feias, dirigiu-se à mesa de cristal, sobre a qual estavam as taças de madrepérola, com as pérolas brilhantes, e passando em frente a esta, avançou para a escadaria. Jorge foi atrás dele. Subiram juntos e depois o duende sorriu ao menino e deu meia volta, regressando ao alçapão. A portinhola fechou-se atrás dele e a erva, que crescia à sua volta, avançou e tapou a entrada, até ela desaparecer de vista.

Jorge sentia-se estranho: fora invadido por diferentes emoções, terror, surpresa, e também uma agradável sensação de doçura.

Voltou para casa e entrou na cozinha: o seu pequeno almoço continuava ali, sobre a mesa. Comeu-o todo: “Nunca mais vou ser caprichoso como dantes!”, disse para si mesmo. “É tão bom o leitinho que a mãe me preparou”, pensou. Levantou-se da cadeira e foi à procura da mãe. Assim que a encontrou, deu-lhe um grande abraço: “Desculpa, mãe, pelo que te fiz”, suplicou. E dos seus grandes olhos azuis, saíram duas grandes lágrimas de arrependimento.

Olhou para baixo e viu que o pequeno duende as recolhia: no momento exato em que as lágrimas tocaram as pequenas mãos do minúsculo duende, transformaram-se em duas resplandecentes pérolas!

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História Infantil Tongo Bango e Karambé

Tongo Bango e Karambé

Não é algo que aconteça todos os dias. É até muito raro… mas o gorila Tongo Bango e o tubarão Karambé tornaram-se bons amigos.

Tongo Bango vivia nos arredores de uma praia selvagem, onde cresciam árvores magníficas, repletas de frutos maravilhosos, com lindas cores e muito saborosos. Eram árvores enormes e algumas tinham o tronco oco: no seu interior, Tongo Bango vivia fresquinho e protegido. Karambé vivia na água e os dois amigos passavam os dias do modo mais prazenteiro. De vez em quando, Tongo Bango apanhava uma fruta madura e docinha e atirava-a ao seu amigo, que adorava o sabor desta comida, tão original para ele.

Um dia, Karambé, enquanto conversava com Tongo Bango, disse-lhe de repente:

“Tu demonstras-me todos os dias a tua amizade. Fazes-me companhia e partilhas comigo generosamente os frutos das árvores, que eu nunca poderia alcançar. Vem para aqui, para a água, e eu vou-te mostrar como é maravilhoso o meu mundo.”

“A água, querido amigo tubarão”, respondeu o gorila Tongo Bango, “não é exatamente uma coisa para mim!”

Mas o tubarão, sem se dar por vencido, insistiu:

“Vem. Levo-te nas minhas costas e não terás nada a temer. Assim, vais poder chegar àquela pequenina ilha que se vê lá ao longe. Nela, crescem flores maravilhosas, nas quais vivem abelhinhas muito trabalhadoras. Estas abelhas produzem um mel bem perfumado e guardam-no em pequenos cestos de juncos, entrançados com toda a delicadeza. Vais poder empanturrar-te. Na ilha também se encontra um maravilhoso palácio feito de nácar, no qual vive o rei Lirta, o Senhor das Águas. O rei tem cara de homem e corpo de peixe, e pode viver no fundo do mar ou em terra seca, conforme o que lhe apetecer.”

Tongo Bango deixou-se tentar pelo convite e, finalmente, lá aceitou. Subiu para um grande tronco que flutuava no rio e, dali, deu um salto para as costas de Karambé. Instalou-se, o melhor que pode, sobre o corpo escorregadio do seu amigo, tentando vencer o medo e a desconfiança que sentia pela água. O tubarão dava-lhe ânimo em tom alegre e ia descrevendo as coisas extraordinárias que o esperavam. No final, dirigiu-se ao seu amigo dizendo:

“Querido Tongo Bango, o rei Lirta está muito satisfeito por te ver”

“Satisfeito?”, perguntou o gorila, “E porquê? Se nem sequer me conhece e, quem sabe, até me achará sensaborão, ou até antipático!”

“Querido amigo, isso ao rei não o preocupa nem um pouco. No seu peito bate um coração de peixe e ele precisa do coração de um mamífero, como tu, para poder viver muito tempo.”

O sangue de Tongo Bango congelou-lhe, literalmente, nas veias. Era uma armadilha! Agora estava explicada toda a gentileza de Karambé, todos os seus mimos e o teimar em convidá-lo para um passeio nas águas. Queria arrancar-lhe o coração para o dar ao seu amo e senhor. Por sorte, Tongo Bango, além de ter um coração, também tinha um grande cérebro. Só uma jogada inteligente poderia salvá-lo… Pensou intensamente durante alguns momentos e depois disse:

“Querido Karambé, aprecio muito a tua fidelidade para o rei Lirta. A sua vida é muito valiosa e, certamente, valerá o sacrifício da minha. No entanto, querido amigo, porque não me disseste antes que ias precisar do meu coração? É que, de certeza que o meu pelo e as minhas patas não te vão servir de nada.”

“Claro que não. Mas, porque dizes isso?”

“Devias ter-me avisado antes”, continuava Tongo Bango, abanando a cabeça.

“Se te tivesse dito, não terias vindo!”

“Pois estás enganado. Teria vindo na mesma, e não estaríamos agora metidos nesta difícil situação. Fica sabendo que não trago comigo o meu coração, que é o que o teu rei tanto precisa. Quando vou a sítios distantes deixo-o sempre em casa, bem escondido, porque tenho medo que fique enferrujado.”

Karambé, sobressaltado pela surpresa, logo perguntou:

“O que estás tu a tramar? Dizes isso só para salvar a vida!”

“Não, não, acredita em mim”, respondeu, ainda com mais astúcia Tongo Bango. “Lamento imenso não ter comigo o meu coração e fico ofendido que duvides das minhas palavras. Seja, leva-me até Lirta: eu mesmo lhe direi que me mate e coma o meu coração. Pior para ti e para ele, quando não encontrarem nada.”

Karambé ficou logo mais manso e perguntou:

“Se eu te levar para terra, vais buscar o coração e depois vens comigo novamente?”

Tongo Bango sentiu-se feliz (estava quase a salvo), mas escondeu muito bem os seus sentimentos e, com a sua voz mais séria, afirmou:

“Se pensas que sou um mentiroso, leva-me agora à presença do teu rei!”

“Muito bem, acredito em ti, acredito”, continuou Karambé. “Promete que depois de pegares no teu coração vens ter comigo e deixarás que te leve até ao rei Lirta”.

“Podes contar com isso!”, respondeu o gorila.

Então, Karambé deu meia volta na água e começou a nadar, cheio de vontade, em direção à praia onde vivia Tongo Bango. O gorila ia muito caladinho e, assim que o tubarão se aproximou da orla, saltou com todas as forças para a alcançar.

“Eh!”, exclamou o tubarão, “vê lá se te despachas! O meu amo espera-te e já estamos a ficar atrasados!”

“Fica descansado”, respondeu Tongo Bango, “vou adorar cumprimentar o teu rei.”

Depois, virou-lhe as costas e desapareceu rapidamente por entre as árvores.

Karambé esperou durante um bocado sem se preocupar. Mas, vendo que os minutos passavam e que Tongo Bango não voltava, começou a ficar nervoso.

“Tongo Bangoooooooo!”, gritou o tubarão. “Onde te meteeeeeste?!”.

Silêncio. Karambé podia sentir a raiva a sair-lhe pelos olhos e a invadir-lhe o resto do corpo.

“Malandro! Mentiroso! Nunca devia ter acreditado em ti!!!”, gritava o tubarão, com o olhar injetado de ódio.

Do alto de uma árvore veio a resposta de Tongo Bango, que, num tom seco e irónico, disse ao tubarão:

“Que terias tu feito no meu lugar, diz-me, ó meu confiável e gentil amigo?”

Karambé sentiu-se derrotado, mas ainda não se queria render e decidiu tentar o gorila com outro truque ardiloso. Com uma voz muito suave, disse a Tongo Bango, que continuava a olhá-lo sorridente do alto do seu ramo de árvore:

“Vem e traz contigo o coração. Mas não é para o levar ao rei. Quero levar-te agora a um sítio maravilhoso, onde vivem lindas gorilas. O coração vai servir para que te apaixones por uma delas, e que seja tua esposa!”

“És um autêntico tolo!”, exclamou Tongo Bango. “Como podes acreditar que eu vá cair pela segunda vez na mesma armadilha? Não, que eu não sou a gansa!…”

“A gansa? Que gansa? O que tem a gansa a ver com tudo isto?”, irritou-se o tubarão.

“Como assim? Tu não conheces a história da gansa?”

“Eu não,” respondeu Karambé, que era um pouco ignorante, apesar de lhe custar admiti-lo.

“Muito bem,” disse Tongo Bango. “Então, conto-ta eu!”

“Mas vê lá se não demoras muito,” resmungou Karambé, que estava muito curioso quanto à história, mas que, por nada deste mundo, o queria admitir.

E Tongo Bango começou a contar…

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História infantil A toupeirinha fanfarrona

A toupeirinha fanfarrona

Era uma vez uma pequena toupeira que estava escondida debaixo de uma planta, situada num pequeno e lindo oásis que havia no deserto.

Era uma pequena toupeira medrosa, que tentava sobreviver ao clima tórrido do lugar e aos ataques dos animais ferozes, sem desejar nada mais que salvar a pele e encontrar algumas gotas de água e um pouco de comida.

A certa altura, o descanso da toupeirinha foi interrompido por um sussurro. Acordou e viu, a poucos passos dali, um majestoso, gigantesco leão, que andava pelo oásis à procura de um pouco de frescura. A toupeirinha sentiu-se perdida.

O leão podia tê-la alcançado de um só salto, abrir as suas enormes mandíbulas  e, para ela, teria sido o fim. Deixou-se ficar, muito quietinha, debaixo das folhas, sem ter sequer coragem para respirar. O seu coraçãozinho batia tão depressa que se podia ouvir a pouca distância. Aquele foi o pior quarto de hora da sua vida; sentia-se impotente, indefesa e trémula. Depois, o leão levantou-se e dirigiu-se a ela: era o fim! Fechou os olhos e esperou.

Mas o leão, depois de se erguer, deu um grande bocejo (com um rugido incluído) e afastou-se. Que sorte! A toupeirinha, que tinha ficado parada como uma pedra, viu-o a afastar-se no horizonte.

Ao fim de mais um bom quarto de hora, conseguiu recuperar-se do susto e deu duas ou três corridas de alegria.

Depois, foi procurar a velha lebre, que era sua amiga. Quando finalmente a encontrou, anunciou-lhe:

“Olá, lebre medrosa. A partir de hoje, podes-te gabar de ser minha amiga e de falar comigo. Hoje, fiz amizade com um leão! Estivemos próximos durante um tempo e passamos um bom bocado. É um animal amável, muito inteligente e culto: até descobrimos que temos imensas coisas em comum e muitos gostos parecidos.”

A lebre emocionou-se tanto que dos seus grandes olhos começaram a cair lágrimas e lágrimas:

“Estou realmente orgulhosa de ti”, disse ela à toupeirinha. “E estou-te grata por continuares a confiar em mim, agora que tens um amigo tão poderoso e importante como o leão!”

A toupeirinha aceitou, envaidecida, todos aqueles elogios e depois, não satisfeita, ainda lhe disse:

“Isso é verdade: uma toupeira como eu, com amizades de tão alto nível, não costuma dar-se com gente humilde. Mas, como eu sou um ser superior, vou continuar a falar contigo.”

A lebre, confusa e emocionada, agradeceu. Pobre lebre: era daquelas que acreditavam em gabarolas, como esta toupeirinha fanfarrona!

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História Infantil O grande sapo

O grande sapo

 

De repente, o grande sapo, que vivia no charco há tantos anos, saltou assustado para fora da água e, com dois saltos, alcançou a margem.

O grande sapo viu uma toupeira e disse-lhe o seguinte:

“Caiu uma pedrinha no charco, mas não vi por aqui nenhum animal, nem nenhum ser humano. Olhei para cima, e também não vi nenhum passarinho. De onde terá saído a pedra?”.

“Pois, isso é um grande mistério”, comentou a toupeira e largou a correr até ao bosque, à procura da lebre, sua amiga.

“Ó lebre!”, disse, logo que a viu. “Caiu uma grande pedra no charco e parece que quem a atirou foi Pitú, o tucano, que fica invisível durante dez meses por ano.”

A lebre assustou-se um pouco: a presença de Pitú era sempre um presságio de desgraças. Correu, como só correm as lebres, até à casa do seu grande amigo, o porco-espinho, e exclamou:

“Corremos um sério perigo! Pitú, o tucano invisível, mostrou claramente a intenção de nos destruir a todos, atirando uma pedra enorme para dentro do charco!”

O porco-espinho ficou aterrorizado e, empurrado pelo medo, dirigiu-se rapidamente a casa da sua amiga coruja que, como era de dia, estava a dormir.

“Gufo, acorda!”, gritou o porco-espinho, assim que chegou junto ao ramo onde o pássaro tinha o seu refúgio.

“O cruel tucano Pitú atirou uma rocha ao charco, com a clara intenção de matar o sapo. A mensagem é fácil de perceber: depois de matar o sapo, virá atrás de nós!”

A coruja começou a voar de uma forma descontrolada, assustadíssima. Depois, voou para casa do rato, avistou o texugo e também a gazela, e a todos anunciou:

“O sanguinário tucano Pitú matou o sapo, esmagando-o com uma avalanche. Agora, será a nossa vez. Temos de abandonar o bosque!”

Rato, texugo e gazela espalharam também a notícia: ao fim de pouquíssimo tempo, todos os habitantes do bosque estavam tomados pelo pânico e prontos a fugir do local onde tinham nascido, para evitar a destruição.

Enquanto isso, uma alegre cigarra, que estava bem escondidinha entre as ervas à volta do charco, contava a uma formiga:

“Hoje, quis dar uma lição ao sapo. Atirei uma pedrinha para dentro do charco para o assustar, mas ainda não sei se consegui…”

“És mesmo totó!”, disse a formiga, “É preciso mais do que isso, para assustares alguém!…”

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História infantil O nascimento das borboletas

Há muitos, muitos anos, uma família numerosa de lagartas mudou-se para uma alface que crescia
na quinta de um senhor chamado José.

Estavam quase a começar o banquete com aquele delicioso manjar (para as lagartas, a alface é como, para nós, um gelado de natas e chocolate), quando chegou o sr. José. O agricultor, quando viu aquelas criaturas miseráveis, que se arrastavam e preparavam para comer a sua alface, deixando só uma folha esburacada, ficou muito zangado e, sem perder tempo, lançou-se para as destruir. Enquanto, sem o saber, as lagartas iam comendo a alface, e o lavrador José pensava na melhor maneira de dar cabo delas com um só golpe, viu, nos arredores da horta, um velho mendigo. Era um homem muito pobre, que não tinha mais que os farrapos que vestia.

Não tinha casa, não tinha dinheiro, não tinha nada de seu, nem sequer uma lâmina para fazer a barba, e não tinha meios para se deslocar, nem sequer uma bicicleta.

Só tinha uma coisa. Tinha nome: Alecrim.

Alecrim fitou o sr. José, depois as lagartas, e percebeu a intenção do lavrador.

E, sem saber porquê, sentiu uma enorme compaixão por aquelas pobres criaturas, pobres como ele, sobre as quais estava quase a tombar a ira do lavrador.

Encheu-se de coragem, aproximou-se do homem, e disse:

“Sou um mendigo e peço-te uma esmola. Dá-me essas lagartas. Dá-mas a mim, que não tenho nada.”

A princípio, o sr. José olhou para ele, escutou-o surpreendido e, quando ouviu o modesto pedido, decidiu fazer a vontade ao mendigo. Tinha conseguido matar dois coelhos de uma cajadada só: livrava-se das lagartas, sem sequer se incomodar a matá-las, e tinha uma bela atitude de generosidade. E a generosidade, como bem sabia, mais cedo ou mais tarde, paga-se com juros.

“Muito bem!”, disse o sr. José ao Alecrim. “Fica com elas todas”.

O Alecrim, com toda a delicadeza, apanhou, com os seus dedos sujos, a família de lagartinhas e afastou-se da horta, agradecendo ao lavrador. Tinha fome e a garganta seca, mas nem lhe tinha passado pela cabeça pedir algo para si. A única coisa que queria, naquele momento, era salvar as lagartas. Meteu as suas novas e originais amiguinhas num dos bolsos da sua camisa maltrapilha, e dirigiu-se à aldeia.

Era dia de feira e Alecrim devia aproveitar a oportunidade para conseguir algum dinheiro. Estendia a mão a quem passava pelo mercado para comprar vasilhas, tecidos, fruta ou doces.

Nada de nada. Ninguém abriu a bolsa para o ajudar. Então, desesperado, pensando que naquele dia não conseguiria matar a fome, decidiu fazer uma coisa muito feia: roubar uma peça de seda colorida de uma das tendas do mercado. E assim fez.

Estendeu a mão, apanhou rapidamente uma grande peça do tecido, brilhante e lindo, e fugiu, correndo. No entanto, o proprietário da tenda deu-se conta da manobra e, gritando com muita raiva, começou a persegui-lo. Alecrim correu e correu, com todas as suas forças, e conseguiu chegar ao bosque no limiar do povoado. Foi entrando por entre as árvores, sentindo as pernas fraquejar devido ao esforço. Atirou-se para o chão, apertando entre os dedos o pedaço de seda em troca do qual esperava conseguir uma boa refeição e, depois, vencido pelo cansaço, adormeceu. Mas o comerciante tinha decidido que não ia abandonar tão facilmente o seu produto; queria alcançar o ladrão, entregá-lo à polícia e recuperar o seu tecido.

Enquanto Alecrim dormia, esgotado, o comerciante chegou ao bosque e, gritando de raiva, continuou a sua busca.

Foi então que as lagartas saíram do bolso do seu salvador (tinha roubado, é certo, mas também lhes tinha salvo a vida) e logo pensaram em pagar a sua dívida. Se pudessem esconder a seda, Alecrim estaria livre. O comerciante não encontraria o tecido e não o poderiam acusar de nada. Mas, como conseguir isto? A lagarta mais velha teve uma ideia, que convenceu as restantes.

Todas juntas, febrilmente, começaram a morder o tecido, reduzindo-o a pedacinhos minúsculos de seda. Depois, cada uma delas pôs um par de pedaços às costas e foram escondê-los longe de Alecrim, num lugar onde nem ele nem o comerciante os poderiam ver, nem relacionar com a peça de seda roubada. Começaram a arrastar-se, com a carga às costas, mas rapidamente se deram conta de que não conseguiriam fazer um caminho tão longo.

Eram muito pequenas e fracas, e a seda, ainda que leve, era demasiado pesada para as lagartinhas. Uma tristeza infinita invadiu os seus coraçõezinhos: não podiam saldar a sua dívida, não conseguiam salvar o amigo.

A lagarta mais velha, então, olhou para o céu e pediu:

“Vento, amável vento, ajuda-nos!”

O vento teve pena das lagartas generosas e cheias de boa vontade. Soprou gentilmente, mas com força suficiente para as levantar do chão, e empurrar para longe. Os corpos das lagartas moviam-se pelos ares e, nas suas costas, desfraldavam os pedacinhos de seda. Era um espetáculo maravilhoso.

O vento entusiasmou-se com este delicioso bailado. Gostou tanto, mas tanto, que colou os pedaços de seda às costas das lagartinhas.

Assim nasceram as borboletas.

E Alecrim, claro, ficou a salvo!

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História Infantil O canto do rouxinol

O canto do rouxinol

Um dia há muito, muito tempo, chegou ao bosque um rouxinol pousou num ramo, construiu o seu ninho e começou a viver naquele lugar maravilhoso, cheio de árvores ricas saborosas bagas e deliciosos insetos.

Uma certa tarde, pelo crepúsculo, o rouxinol começou a cantar. A sua voz, líquida e pura, elevou-se no ar, harmoniosa e doce. Os animaizinhos que viviam no bosque pararam, encantados por aquela música vibrante, e começaram a pôr o rouxinol nas nuvens, definindo-o como um grande, enorme artista. Era espantoso que um pássaro tão pequeno demonstrasse um talento tão grande. No entanto, os outros pássaros não estavam lá muito contentes com o êxito do rouxinol. A gralha, cheia de raiva, voava de tronco em tronco dizendo a todos os que encontrava:

“O rouxinol, um artista? Mas, estão todos doidos? O seu canto é fraco e desafinado, parece música de asnos, e não celestial!!! Quem gostar, é porque não está bom da cabeça!”

Não é muito difícil convencer alguém de algo que lhe agrada, pelo que todos os pássaros, humilhados pela habilidade do rouxinol, deram razão à gralha e começaram a denegrir o cantor. Fizeram dele alvo das piadas mais cruéis, e contavam a todos os que encontravam que tinha chegado ao bosque um pássaro com a voz igual ao zurrar de um asno.

O rouxinol não tinha como se defender: o afeto e a admiração que lhe dedicavam todos os outros animais não eram suficientes para apagar o comportamento injusto dos pássaros. Por isso, na esperança de aplacar a sua tristeza, não voltou a cantar.

A história do passarito que tinha voz de burro chegou, inclusive, aos ouvidos da águia real, que vivia no alto de uma montanha e que reinava sobre todos os pássaros do bosque.

“Como é possível que no reino dos pássaros exista algum que cante mal?”, perguntava a si mesma a sábia rainha, ao ouvir esta história. E quis ir ao fundo da questão. Convocou todas as aves do bosque e, quando estavam todos reunidos, mandou chamar o pequeno rouxinol.

“Canta para mim”, disse, com amabilidade, “gostaria de ser eu a julgar o teu valor”.

Entre os presentes fez-se um silêncio embaraçado. O rouxinol olhou para a águia, depois encheu-se de coragem e cantou. As primeiras notas pairaram no ar, graciosas e ligeiras, e depois o canto ganhou força e foi subindo, muito alto e muito límpido, rico de emoções e cheio de uma maravilhosa harmonia.

A águia escutava atenta, desfrutando a música e, ao mesmo tempo, refletindo sobre o que se estava a passar. Quando o rouxinol terminou de cantar, disse-lhe:

“És fantástico e a tua voz é sublime. É evidente que foste vítima de uma terrível calúnia.”

Procurou, com o olhar, a gralha, que tinha sido a primeira a criticar o rouxinol, e convidou-a a cantar. O pobre pássaro abriu o bico e deixou sair uma voz desagradável e desafinada, que, ela sim, lembrava mesmo o zurrar de um asno. A águia, com uma expressão perigosamente séria, exclamou:

“Estou contente por saber que no nosso reino não circulam mentiras caluniosas, apenas a verdade! Existe, entre nós, um pássaro que realmente tem a voz muito parecida com a do burro. E és tu, gralha, esse pássaro! Convido-te, portanto, de modo a não expores o nosso reino ao ridículo, a calares-te para sempre. E quanto a ti, rouxinol, peço-te que cantes sempre que quiseres, melhor ainda se for ao anoitecer. A tua voz maravilhosa fará com que reine a paz e a serenidade entre todos os habitantes do bosque.”

Depois, a justa rainha abriu as asas e voou para o céu, na direção dos altos cumes da montanha onde ficava o seu refúgio secreto.

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História Infantil A Pesca Milagrosa

A Pesca Milagrosa

 

Havia sido uma noite terrível para Pedro, André, Tiago e João. Eles eram pescadores e haviam passado a noite toda no mar, tentando pescar alguma coisa, mas não conseguiram pescar nenhum peixe sequer. Eles lançaram as redes ao mar várias vezes; mudaram de lugar e nada! Nenhum peixe!

Ao amanhecer, estavam exaustos e muito tristes. Eles precisavam comprar comida para as suas famílias, mas não tinham dinheiro, pois não haviam pescado nada para vender no mercado.

Estavam tão cansados, tão tristes e desanimados! Como poderiam voltar para casa de mãos vazias!

Enquanto estava lavando as redes e se preparando para voltar para casa, eles ouviram uma multidão se aproximando.

Jesus estava caminhando e ensinando a respeito da Palavra de Deus. A multidão era tão grande, que muitos não podiam ver Jesus nem ouvir direito o que Ele falava. Jesus, ali na margem, viu os barcos de Pedro, André, Tiago e João e eles ali por perto, lavando as redes de pesca.

Jesus entrou no barco de Pedro e pediu que ele empurrasse um pouco o barco para que se afastasse da margem. Sentado no barco, Jesus continuou ensinado a multidão. Quando terminou, disse a Pedro: – Pedro, vá para o meio do mar e lance a rede novamente.

Ao ouvir isso, Pedro respondeu: – Senhor, trabalhamos a noite toda e não pescamos nada, mas, como o Senhor está mandando, vamos lançar a rede novamente.

Entraram no barco e foram para o mar lançar a rede. Ao jogarem a rede novamente, pescaram tantos peixes que a rede começou a se rasgar. Fizeram um sinal para os companheiros que estavam no outro barco para que eles viessem ajudar e conseguiram encher os dois barcos com os peixes que estavam na rede. Como ficaram felizes! Agora tinham peixe suficiente para vender no mercado e conseguir dinheiro para a família. Não voltariam para casa de mãos vazias.

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História Infantil Pocahontas

Pocahontas

Há muitos anos, nas terras da Virgínia, vivia uma jovem índia chamada Pocahontas. Um dia seu pai, o grande chefe Ponhatan, comunico-lhe que Kocoum, o guerreiro mais valente da tribo, havia pedido em casamento.

Pocahontas, confusa, foi pedir conselho à Avó Willow, um velho espírito que habitava uma árvore na Floresta Encantada.

– Vovó – perguntou Pocahontas – o que devo fazer?
– Minha jovem, tudo à sua volta são espíritos. Ouça-os com o coração e eles lhe mostrarão o caminho.

O navio “Suzan Constant” acabava da aportar na Virgínia. Neles viajavam colonos ingleses comandados pelo governador Radcliffe e pelo capitão John Smith.

Vinham em busca de terras e ouro. Tão logo desembarcaram, o governador ordenou ao capitão que fosse inspecionar o lugar.

Ao entardecer, enquanto John Smith explorava a floresta, ouviu um ruído. Não lhe deu importância e se aproximou do rio para beber água.

Nesse momento, notou que alguém o seguia. Escondido, preparou sua arma e, quando ia atirar, descobriu a moça mais linda que já tinha visto: Pocahontas.

Embora a princípio a jovem aparentava estar assustada, logo confiou em John. Juntos compartilharam momentos muito felizes, descobrindo os segredos da natureza. Mas a felicidade de Pocahontas e John Smith durou pouco . . .

A ganância de Ratcliffe havia colocado os colonos contra os índios. Pocahontas tentou evitar a guerra, mas um dos colonos disparou contra Kocoum e o matou. Os índios condenaram o capitão Smith à morte.

No momento em que iam executá-lo, Pocahontas se pôs à frente de John, para protegê-lo.

– Se o matarem, terão de me matar primeiro – disse a seu pai.

Os colonos, surpresos com a coragem de Pocahontas, baixaram as armas.

Radcliffe, furioso disparou contra Pohantan. O valente Smith se colocou à frente do chefe índio e o tiro o atingiu.

Diante da gravidade dos ferimentos, John teve de voltar à Inglaterra.

Pocahontas se despediu dele sabendo que um levaria o outro para sempre no coração.

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História Infantil O coelho das orelhas compridas

 O coelho das orelhas compridas

Amanhecia no bosque quando o coelhinho das orelhas grandes saiu de casa com o seu macacão azul e uma cesta, para comprar legumes e frutas.

Saltando entre pinheiros e amoras, de onde começaram a sair tordos, cães e ratinhos para o ajudar nas compras, logo chegou à feira.

Escolheu cenouras, alfaces e rabanetes, para fortalecer os olhos e os dentes.

Também maçãs com vitaminas para adoçar a merenda e todas as outras que vocês quiserem recomendar-lhe que leve.

No seu regresso, a mesa estava posta e os seus 15 irmãozinhos, com as patinhas lavadas, esperavam sentados para almoçar.

Depois de lavar as dentolas e dormir a sesta, saíram, como recompensa, para brincar com os seus amigos, os bichinhos, as aves e os insetos do bosque.

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História Infantil Para a água, Patinho!

Para a água, Patinho

Era uma vez um patinho pequenino, bonito, inteligente e amarelinho, que gostava de brincar, correr, cantar, saltar e nadar.

Mas não gostava de tomar banho.

A sua mamã, preocupada, inventou-lhe uma canção.

Pegando na esponja e no sabão, cantava na banheira:

“P’rà água, patinho, vamo-nos lavar e com o sabãozinho vamo-nos esfregar.”

O patinho ouviu a canção e escondeu-se debaixo da cama, mas a mamã continuava a cantá-la.

O patinho, curioso, quis ver o que fazia a mamã no banho e…

– QUAC!- gritou o patinho.

A mamã brincava e cantava, entretida com a espuma.

Estava mesmo a divertir-se!

O patinho correu a mergulhar na banheira, para cantar a canção e brincar junto com a sua mamã.

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História Infantil Arco-íris

 Arco-íris

Quando chove e aparece o sol, a luz que bate nas gotas de água desenha no céu esse maravilhoso fenômeno semicircular chamado arco-íris, e que é formado por uma família de sete cores.

Os pais primários de todas as cores que existem são três: o vermelho, o amarelo e o azul.
A seguir ao vermelho fogo, vem o amarelo ouro e, entre os dois, fica o laranja, cor secundária, filha da cálida união dos dois.

O amarelo luminoso e o azul aéreo criam o equilibrado verde, dono da primavera.  Depois do azul vem outro azul irmão, que se chama anil ou índigo, profundo e único como tu, e no fim vem o místico violeta, fusão do azul com o vermelho.

E quando todos dançam em roda, dá-se o milagre absoluto do branco: o arco-íris!

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História infantil A andorinha aventureira

 A andorinha aventureira

Júlia era uma andorinha que adorava voar por aí, pular de galho em galho e cantar cedinho ao raiar do dia. Estava sempre feliz em acordar cedinho e ver papai e mamãe andorinha preparados para mais um dia de cantoria.

Mas não era só eles que ela gostava de ver, Júlia era uma exploradora e assim ia visitar os pássaros da vizinhança!

“Bom dia Seu Pintassilgo! Como vai o senhor?” Dizia Júlia sorridente. “Olá Rouxinol! Que lindo seu canto, Bem-te-vi!” E assim passava o dia a conversar e cantarolar com os outros pássaros.

“Júlia, a andorinha aventureira” era o que se ouvia os pássaros comentarem entre galhos e ramos.

Entre um piu-piu e outro Júlia acabou por conquistar toda a vizinhança, todos gostavam dela e sempre faziam festa quando a viam.

Assim passou-se a primavera, a brincar a a pular, o verão não foi muito diferente, Júlia batia as asas de um lado pro outro, quando o outono chegou Mamãe anunciou:

“Júlia minha filha, quando o frio estiver para chegar vamos migrar. Nós e todas as andorinhas vamos voar juntas, por muito tempo e vamos morar em um ninho novo em um lugar mais quente. Vai ser a sua primeira migração, você está feliz?”.

Mas Júlia não estava feliz, muito pelo contrário! Estava assustada e angustiada. Ela iria deixar seu ninho, suas árvores, e o pior, toda a passarada da vizinhança! E agora? O que ela iria fazer? Ela sentia muito medo e sabia que não queria migrar. Mas por mais que tentasse Júlia não conseguia convencer sua mamãe de que eles deveriam ficar.

“Júlia a andorinha aventureira está com medo?” Dizia sua mamãe “Ora, não tem porque não querer migrar, nós vamos todos juntos para um ninho novo, em um lugar melhor, longe do frio, e você vai fazer muitos amigos!”.

Júlia se despediu de todos os pássaros, dizendo que tinha que migrar com sua família, mas que ia sentir muitas saudades deles. O sábio Rouxinol disse à Júlia “Não precisa ficar triste, nossa querida andorinha! O inverno passa rápido, e antes do próximo verão você estará de volta!” Júlia ficou de bico calado, pensando se o sábio Rouxinol estaria mesmo certo.

E antes do primeiro vento-sul atingir o arvoredo, a comitiva de andorinhas bateu asas rumo ao norte, e com eles a pequena Júlia, esforçando-se para mostrar às outras andorinhas como ela conseguia voar bem e por tanto tempo.

Quando o grupo decidiu pousar, Júlia ficou acanhada, tentando se familiarizar com a nova árvore onde viveriam. Aos poucos ela decidiu explorar o galho, logo ela já queria explorar mais um galho, passeava observando tudo calada, quando de trás de uma folhagem surgiu um Uirapuru que cantou lindamente para ela e disse:

“Olá, olá! Que beleza receber as andorinhas de volta! Seja bem vinda, eu sou o Chico, e você?”

“Júlia. Você conhece as andorinhas?”

“Ah, sim. Elas vem pra cá todo ano.”

De repente eles foram interrompidos por um Tuim que fugia de uma Patativa.

“Olá!” Disse o Tuim “Vocês querem brincar? Nós estamos brincando de voa-esconde”.

E assim Júlia voltou a ser a andorinha aventureira que sempre foi, brincando com as outras aves da floresta, ela fez amigos para toda a vida. E sempre que migrava para o sul para passar o verão, Júlia reencontrava seus antigos vizinhos e assim matava a saudade!”

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História Bíblica Infantil A Ovelha Perdida

A Ovelha Perdida

Certa vez, ao pregar para uma grande multidão, Jesus tentava explicar como é o amor de Deus. Para que as pessoas pudessem entender melhor, Ele contou essa bela história, que vou contar a vocês agora.

Certo pastor tinha cem ovelhas e conhecia todas pelo nome. Ele amava muito as suas ovelhas. Todos os dias pela manhã ele levava as ovelhas para beber água e no fim da tarde, trazia todas de volta, colocando-as no curral, que é o lugar onde as ovelhas dormem, e fechava a porta para que nenhum lobo ou animal feroz entrasse ali e atacasse as suas ovelhas.

Todos os dias, ao trazer as ovelhas para o curral, ele as contava para ver se não estava faltando nenhuma. Uma, duas, três… E ia contando até que a última passava e ele fechava a porta.

Um dia, porém, quando terminou de contar, percebeu que estava faltando uma, pois só havia noventa e nove ovelhas. Muito preocupado, pois já estava escurecendo, o pastor deixou as noventa e nove ovelhas bem fechadas dentro do curral e saiu para procurar a ovelha perdida. Depois de procurar por muito tempo, e já era escuro, ele encontrou a ovelhinha presa entre os espinhos, em um barranco. Ele desceu até onde estava a ovelha, tirou-a dali e a trouxe nos braços para junto da sua mãe. Foi uma alegria! Chegando a sua casa, reuniu os amigos e disse: “Alegrem-se comigo, porque eu achei a ovelhinha que estava perdida!”

A alegria que o pastor sentiu ao encontrar e trazer sua ovelha para o curral é igual à alegria que Deus sente quando nos encontra e nos traz para perto dEle. Como é bom saber que temos um Deus que sempre nos busca e nos toma em Seus braços!

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História Bíblica Infantil A Arca de Noé

A Arca de Noé

Há muito, muito tempo, Deus olhou para o nosso mundo e viu que as pessoas haviam se distanciado dEle e haviam se tornado muito más. Isso O deixou muito triste. A maioria das pessoas não queria obedecer a Deus; insistiam em adorar ídolos e cometiam todo tipo de pecado. Apenas algumas pessoas continuavam obedecendo a Deus, amando-O e adorando-O. Noé era uma dessas pessoas que continuavam amando e obedecendo a Deus.

Chegou um tempo que a maldade era tanta que Deus conversou com Noé e contou a respeito do Seu plano de destruir a terra e começar tudo de novo. Deus disse que enviaria um grande dilúvio; faria chover bastante, até que as água cobrissem toda a terra.

– Não se preocupe, Noé – disse Deus. – Vou salvar você, sua família e todas as pessoas que obedecerem e aceitarem Meu convite. Para isso, você tem que construir um grande barco, mas tem que ser um barco bem grande, para abrigar todas as pessoas que desejarem se salvar do dilúvio e para que os animais tenham lugar nele também. E você deve providenciar comida para as pessoas e para os animais.

Noé e sua família trabalharam muito para construir o grande barco, que ficou sendo chamado de arca – a Arca de Noé. Ela era bem grande e tinha três andares. Finalmente, o barco ficou pronto (mostrar o barco). Noé providenciou muitos sacos de comidas para os animais e para as pessoas (pedir às crianças para colocarem os saquinhos de alimento no barco – fazer uma porta para isso).

De repente, Noé escutou um barulho. “Olhem, o que é isso? Que barulho é esse? Ouço passos marchando… Não! Não são pessoas, são animais!”

Os animais começaram a chegar de dois em dois. Os leões, os elefantes, as girafas, etc. (à medida que for mencionando os nomes dos animais, colocar as carinhas deles na arca, nos lugares onde há velcro). As pessoas que estavam por perto ficaram observando em silêncio, sem entender como isso poderia estar acontecendo, pois nunca haviam visto uma coisa assim.

Depois que todos aqueles grupos de animais entraram na arca, Noé ainda fez mais um convite para as pessoas também entrarem, mas elas riram dele. Achavam que ele estava louco. Então, obedecendo à ordem de Deus, Noé entrou com a sua família: a esposa, os três filhos e as esposas dos seus filhos. Eram ao todo oito pessoas.

A seguir, Deus enviou um anjo para fechar a porta da arca. Depois de sete dias que estavam lá dentro, as pessoas do lado de fora, que passaram esses dias rindo e caçoando de Noé, começaram a ver grossos pingos de água caírem do Céu. Era a primeira vez que estavam vendo cair água do céu. Até aquele tempo, nunca havia chovido. Só o orvalho molhava a terra. Os raios começaram a riscar o céu e os trovões pareciam bombas sendo jogadas por todos os lados. Começou então uma grande tempestade, que ficou cada vez mais forte, mais forte, até que as águas cobriram toda a terra.

A arca começou a flutuar, como um grande barco no mar, e por todo o tempo que Noé e sua família permaneceram na arca e todos foram protegidos por Deus, pois o próprio Deus havia prometido cuidar deles.

Quando as águas secaram, a arca pousou em uma montanha e eles saíram em segurança. Noé fez ali um altar, agradecendo a Deus pelo Seu cuidado. Deus enviou então um arco-íris (mostrar) com a promessa de que estaria sempre com o Seu povo e que este mundo nunca mais seria destruído com água.

Quando vocês virem um arco-íris no céu, lembrem-se da promessa que Deus fez a Noé e faz a nós também hoje.

Crianças, nós podemos confiar em Deus porque Ele sempre cumpre as Suas promessas de proteger e cuidar daqueles que O amam e O obedecem.

Vamos agradecer ao Senhor por Seu cuidado por nós e pedir que Ele nos ajude a obedecê-Lo e amá-Lo sempre.

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