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A Mariposa Azul – História Infantil

A Mariposa Azul

Conta uma lenda japonesa que há muitos anos, um homem ficou viúvo e ficou responsável pelas suas duas filhas. As duas meninas eram muito curiosas, inteligentes e sempre tinham ânsia em aprender. Por isso, perguntavam muito ao seu pai. Às vezes, o seu pai poderia responder-lhes sabiamente, mas outras vezes não sabia o que responder.

Vendo a inquietação das duas meninas, ele decidiu enviá-las de férias para conviver e aprender com um sábio, o qual vivia no alto de uma colina. O sábio era capaz de responder a todas as perguntas que as pequenas lhe faziam sem sequer duvidar.

No entanto, as duas irmãs decidiram fazer-lhe uma pergunta para ‘pegar’ o sábio, para medir a sua sabedoria. Buscaram uma pergunta que este não fosse capaz de responder.

– Como podemos enganar ao sábio? Que pergunta poderíamos fazer-lhe que não seja capaz de responder? – perguntou a irmã mais nova para a mais velha.

– Espere aqui, logo eu te mostrarei – disse a irmã mais velha.

A irmã mais velha saiu ao monte e regressou por volta de uma hora. Tinha o seu avental fechado em formato de um saco escondendo algo.

– O que você tem aí? Perguntou a irmã pequena.

A irmã mais velha meteu sua mão no avental e lhe mostrou para a irmã uma linda mariposa azul.

– Que linda! O que vai fazer com ela?

– Já sei o que vamos perguntar. Vamos a busca dele e eu esconderei essa mariposa na minha mão. Então eu perguntarei ao sábio se a mariposa que está em minha mão está viva ou morta. Se ele responder que ela está viva, eu apertarei minha mão e a matarei. Se ele responder que ela está morta eu a deixarei livre. Portanto, responda o que for a sua resposta será sempre errada.

Aceitando a proposta da irmã mais velha, ambas as crianças foram em busca do sábio.

– Sábio – disse a mais velha – Você poderia dizer se a mariposa que está em minhas mãos está viva ou morta?

Ao que o sábio com um sorriso sarcástico respondeu: ‘Depende de você. Ela está em suas mãos’.

Lenda Japonesa

 

História Infantil
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História Infantil – A Vaca Sonhadora

A Vaca Sonhadora

Havia uma vez em um campo de Santa Fé uma vaca sonhadora que não via as horas para que o trem passasse. Com seu ar de grandeza ela movia a sua cabeça para vê-lo passar.

Todos os dias a mesma história. Para ela seria a glória se algum dia pudesse viajar. Conhecer Buenos Aires, os teatros e as revistas. E conseguir alguma entrevista com algum galã de novela, esse homem que tanto deseja conhecer e só consegue vê-lo pela televisão.

Ela não podia fingir como ficava nervosa ao assistir a televisão. Como sonhar não custa nada, todas as noites ela pedia à sua fada madrinha que isso se tornasse realidade.
Nessas coisas do destino ou pela resposta aos seus desejos, um dia o trem parou em frente ao seu campo devido a um defeito, e ficou ali parado.

A vaca sonhadora não podia acreditar e pediu com tanta fé ao seu santo São Roque, ‘por favor, me deixe ir! E a convidaram para subir. O coração batia forte enquanto ela se despedia das demais.

E assim partiu a vaca rumo à grande cidade, sentada solitária e pela janela saudava suas amigas e jogava beijinhos de despedida, prometendo um dia voltar. Muito tempo se passou e ninguém mais soube dela, e diziam:

– Talvez já seja uma estrela que triunfa em Buenos Aires e já se esqueceu da gente.
Mas, um dia o trem parou no campo de Santa Fé e não podiam acreditar quando ela desceu do trem. Estava distinta, magra e nas pernas carregava umas algemas, e ainda que não fosse como antes, suas amigas a queriam da mesma forma e com grande alvoroço saíram ao seu encontro. Ela falava diferente, com sotaque diferenciado e dizia que ansiava em reencontrar suas amigas de infância e com muito desejo ela voltou ao seu campo natal.

Contava com lágrimas nos olhos que não pôde cumprir os seus sonhos nem desejos e que ao caminhar em uma Avenida em Buenos Aires acabou presa. Isso sim que é vida! Isso é tranquilidade! Aqui no meu campo eu posso caminhar, ainda que arrastando minhas algemas. Não estou em Buenos Aires, mas num ar diferente, vivendo em liberdade no meu campo.

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Conto Infantil – O Menino e os Pregos

O MENINO E OS PREGOS

Havia um menino que tinha um  caráter muito, mas muito ruim. Um dia o seu pai lhe deu um saco com pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a calma que ele cravasse um prego na cerca atrás da casa.

O primeiro dia, a criança pregou 37 pregos na cerca. No dia seguinte, um pouco menos, e assim aconteceu nos dias posteriores. O menino ia se dando conta que era mais fácil controlar o seu gênio e seu mau caráter do que pregar os pregos na cerca.

Finalmente chegou o dia em que o menino não perdeu a calma nem uma só vez e disse ao seu pai que não tinha que pregar nenhum prego na cerca. Ele tinha conseguido, finalmente, controlar o seu mau temperamento.

O seu pai, muito contente e satisfeito sugeriu então que o seu filho, a cada dia que controlasse o seu temperamento ele tirasse um prego da cerca.

Os dias se passaram e o menino pôde finalmente dizer ao seu pai que tinha tirado todos os pregos da cerca. Então o pai deu a mão ao seu filho e o levou até a cerca atrás da casa e lhe disse:

– Olhe filho, você trabalhou duro para pregar e para tirar os pregos dessa cerca, mas preste atenção nos buracos que ficaram na cerca. Ela jamais será a mesma.

O que quero dizer é que quando você diz ou faz coisas com aborrecimento, gênio ruim e mau caráter você deixa uma cicatriz, como esses buracos na cerca. Já não importa tanto que peça perdão. A ferida estará ali para sempre. E uma ferida física é igual a uma ferida verbal.

Os amigos, assim como os pais e toda a família são verdadeiras jóias que devem ser valorizadas. Eles sorriem para você e te animam a melhorar. Eles te escutam, compartilham uma palavra de carinho, e sempre têm o seu coração aberto para te receber.

As palavras do seu pai, assim como a experiência vivida com os pregos fizeram com que o menino refletisse sobre as consequências do seu caráter.

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